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Warren Buffett: dinheiro em caixa é necessário ‘como oxigênio’ – mas ‘não é um bom ativo’
Publicado 13/03/2026 • 12:45 | Atualizado há 30 minutos
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Publicado 13/03/2026 • 12:45 | Atualizado há 30 minutos
KEY POINTS
David A. Grogen / CNBC
Quando Warren Buffett deixou o cargo de CEO da Berkshire Hathaway no fim de 2025, a empresa mantinha um enorme volume de caixa. A companhia reportou mais de US$ 370 bilhões (R$ 1,94 trilhão) em equivalentes de caixa no balanço de fim de ano, grande parte aplicada em títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
Segundo Buffett, hoje com 95 anos, o volume não se deve apenas a uma postura mais conservadora com os investimentos. Em entrevista à jornalista Becky Quick, da CNBC, no programa “Warren Buffett: A Life and Legacy”, ele explicou que seria necessário um investimento gigantesco para fazer diferença em um portfólio do tamanho da Berkshire – e que ainda não encontrou oportunidades à altura.
“São circunstâncias externas”, disse Buffett. “Acredite: se depois desta conversa você disser ‘tenho uma nova ideia incrível de US$ 100 bilhões (R$ 524 bilhões)’, eu responderia: ‘vamos conversar’.”
Leia mais: A última cartada de Buffett: o investimento estratégico da Berkshire no New York Times
Mesmo assim, Buffett afirma que preferiria ver o dinheiro investido. Embora o caixa da empresa gere alguma receita com juros, o investidor diz preferir ativos produtivos, como ações, capazes de crescer com juros compostos ao longo do tempo e superar a inflação.
“Em certos níveis é necessário, mas o caixa não é um bom ativo”, afirmou. Ele comparou o dinheiro à “oxigenação” de um portfólio – barato de manter e essencial, ainda que pouco empolgante como investimento. Segundo Buffett, manter caixa permite cumprir obrigações e ter “pólvora seca” para aquisições atrativas.
“Você precisa de oxigênio, e se ficar sem ele por quatro ou cinco minutos vai aprender isso rapidamente”, disse Buffett. “O caixa é assim. Você precisa tê-lo disponível porque não sabe o que pode acontecer.”
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Quando administrava o gigantesco portfólio da Berkshire Hathaway, o dilema do caixa de Buffett não era exatamente comparável ao de investidores comuns – afinal, poucas pessoas têm mais dinheiro do que conseguem investir. Ainda assim, sua abordagem sobre liquidez é semelhante às recomendações de muitos consultores financeiros.
Um ponto importante é que Buffett não migra para caixa ou títulos apenas porque acredita que o mercado esteja caro ou que uma queda esteja próxima. Mesmo com o aumento do caixa enquanto a Berkshire aguardava boas oportunidades, ele sempre reiterou que preferiria estar investido.
Em sua carta aos acionistas de 2024, Buffett escreveu que os investidores da Berkshire podem ter certeza de que a empresa continuará destinando a maior parte do capital a ações, principalmente empresas americanas, ainda que muitas tenham operações internacionais relevantes.
“A Berkshire nunca preferirá possuir ativos equivalentes a caixa em vez de bons negócios, sejam eles controlados integralmente ou parcialmente”, escreveu.
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Buffett afirmou nessa carta que períodos de inflação elevada já corroeram o valor do dinheiro ao longo da história, deixando investidores em títulos e caixa em desvantagem. Já empresas com produtos ou serviços desejados pela população tendem a encontrar maneiras de lidar com a instabilidade monetária.
Dados analisados pela Charles Schwab mostram que, entre janeiro de 1975 e janeiro de 2026, o índice S&P 500 subiu cerca de 6.700%, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) avançou 524% no mesmo período.
De modo geral, Buffett sempre incentivou investidores a aplicarem regularmente em carteiras diversificadas e com horizonte de longo prazo.
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“Compre consistentemente um fundo de índice de baixo custo que acompanhe o S&P 500”, disse Buffett à CNBC em 2017. “Acho que é a estratégia que faz mais sentido na maior parte do tempo.”
Ainda assim, manter algum nível de caixa continua sendo essencial, já que ninguém – nem mesmo Buffett – consegue prever o curto prazo dos mercados.
“Posso ter lido todos os livros da biblioteca pública, mas não encontrei resposta para saber o que o mercado de ações fará na próxima semana, mês ou ano”, disse ele. Por isso, consultores financeiros geralmente recomendam que investidores mantenham uma reserva de emergência equivalente a três a seis meses de despesas. Assim, em caso de imprevistos como perda de emprego ou despesas médicas inesperadas, é possível manter o restante do planejamento financeiro no caminho certo.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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