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Will Castro Alves: arrecadação com tarifas nos EUA atinge US$ 30 bilhões e mostra economia resiliente
Publicado 12/02/2026 • 19:11 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 12/02/2026 • 19:11 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
O aumento expressivo na arrecadação de tarifas alfandegárias nos Estados Unidos, que atingiu US$ 30 bilhões (R$ 156 bilhões) em janeiro, sinaliza um cenário econômico surpreendentemente resiliente, afirmou Will Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O especialista destacou que, apesar dos receios iniciais de que o protecionismo geraria uma crise imediata, os indicadores mostram uma realidade distinta para o governo. “O déficit, de fato, está sendo reduzido com o subsídio das tarifas que estão ajudando a reduzir esse déficit, que chegaria perto de um tri se não fossem elas, e pelo lado da inflação você não viu um spike inflacionário”, explicou.
Embora os cofres públicos estejam mais cheios com o acumulado de 12 meses chegando a US$ 124 bilhões (aproximadamente R$ 644,8 bilhões), Will Castro Alves pondera que o custo da política tarifária acaba sendo distribuído entre os elos da cadeia. “Parte dessa conta está sendo paga pelo consumidor americano, o que é um fato, e outra parte pelos importadores americanos, sob o ponto de vista de redução de margem, já que ele compra mais caro e tenta manter o preço”, afirmou.
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Mesmo com as pressões pontuais em setores como o automobilístico e o de tecnologia, o estrategista ressaltou que o mercado financeiro dos Estados Unidos mantém sua força e atratividade para o capital externo. “Os recordes dos índices das bolsas de Wall Street continuam batendo recordes e o cenário para investimento nos Estados Unidos, especialmente para o brasileiro que tem pouca exposição ao exterior, continua atrativo”.
Sobre a volatilidade recente, o entrevistado pontuou que as transformações tecnológicas, especialmente a inteligência artificial, têm causado movimentos de correção em setores específicos, como o de software e provedores de dados. “A tecnologia, o receio de que a IA possa impactar diferentes espectros de tecnologia, continua afetando esses segmentos, mas por outro lado você vê empresas de materiais básicos, petróleo e indústrias subindo bem”.
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