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Will Castro Alves: Trump quer encerrar guerra em breve, mas impacto no mercado deve persistir

Publicado 02/04/2026 • 15:29 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Will Castro Alves diz que o prazo de até duas semanas sugerido por Trump é um sinal positivo para o investidor, embora o conflito ainda gere volatilidade no curto prazo.
  • Segundo o estrategista, os efeitos da guerra devem atingir não só combustíveis, mas também alimentos, remédios, utilities e inflação.
  • Ele avalia que o setor de tecnologia segue relativamente menos exposto ao conflito e vê múltiplos atrativos em gigantes como Nvidia, Microsoft e Amazon.

A sinalização de Donald Trump de que pretende encerrar a guerra no Irã em até duas semanas pode trazer alívio para os mercados, mas ainda não elimina os efeitos de curto prazo sobre petróleo, juros, dólar e bolsas. A avaliação é de Will Castro Alves, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC e estrategista-chefe da Avenue.

Segundo ele, o discurso do presidente dos Estados Unidos precisa ser ouvido com atenção, mas não pode ser lido de forma literal.

“Quando o Trump fala, a gente tem que ouvir e tem que levar a sério, mas não dá para ler no literal”, afirmou. “Não dá para entender que tudo exatamente que ele fala vai acontecer como ele fala.”

Ainda assim, na visão do estrategista, fica clara a intenção de Washington de não prolongar o conflito além do necessário, sobretudo porque a guerra contraria pontos centrais da agenda econômica de Trump.

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“Essa guerra para os Estados Unidos não faz sentido para o Trump politicamente ou pensando no seu projeto mesmo de governo”, disse. “Ele queria energia barata, bolsa para cima, juro para baixo, dólar fraco. Está totalmente ao contrário.”

Para Will, esse horizonte mais curto é, em alguma medida, uma boa notícia para o investidor.

“Eu diria que para o investidor isso é uma boa notícia”, afirmou. “Daqui duas semanas, mais tardar, provavelmente a gente vai estar parando de falar de guerra e vai ter outras coisas para observar.”

O estrategista alertou, no entanto, que o impacto da guerra vai além do combustível. Na avaliação dele, setores como utilities, alimentos, remédios e bens transportados globalmente também devem começar a sentir a pressão de custos nas próximas semanas.

“Não fica só na bomba da gasolina, vai além”, disse. “Preços de alimentos e produtos vão começar a ter esse impacto.”

Ele também chamou atenção para a possibilidade de reflexos sobre inflação e juros nos Estados Unidos, em um momento em que o consumidor americano já demonstra preocupação com a alta de preços.

“Os consumidores estão preocupados com a inflação que vai vir aí”, afirmou. “Eles sabem que vai vir o impacto, já estão sentindo na bomba da gasolina.”

Ao comentar o payroll, dado de emprego dos Estados Unidos que será divulgado nesta sexta-feira (3), Will disse esperar um número ainda fraco, em linha com a desaceleração gradual da economia americana.

“O payroll deve continuar trazendo atenção para um mercado de trabalho que ainda demonstra certa fraqueza”, afirmou. “Eu espero um número mais ou menos, não aquele número que mostra força da economia americana.”

Apesar do ambiente de maior aversão a risco, o estrategista vê a tecnologia como um dos poucos setores relativamente menos expostos aos efeitos diretos da guerra. Segundo ele, empresas como Nvidia, Microsoft e Amazon seguem pressionadas, mas mais por questões ligadas ao ciclo de inteligência artificial do que propriamente pelo conflito no Oriente Médio.

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“Grande parte do S&P é lastreado pelo setor de tecnologia”, disse. “Esses caras, de fato, não são tão diretamente negativamente impactados.”

Na avaliação de Will, os múltiplos atuais dessas empresas chamam atenção e lembram momentos raros de estresse recentes, como a pandemia e o chamado “Liberation Day”.

“Nvidia, Microsoft, Amazon, todas elas estão negociando a patamar de múltiplo que você não via há muito tempo”, afirmou. “Acho que as outras duas vezes que a gente viu foi na Covid e no Liberation Day.”

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