Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Xi encontra oposição taiwanesa e analistas veem risco limitado de conflito no Estreito de Taiwan
Publicado 10/04/2026 • 15:40 | Atualizado há 2 horas
Irlanda entra em colapso no trânsito devido a protestos por combustível enquanto guerra no Irã eleva preços
O modelo de IA tão aguardado da Meta finalmente chegou. Mas ele consegue gerar dinheiro?
Departamento de Justiça investiga NFL por possíveis práticas anticompetitivas
OpenAI critica duramente Anthropic e destaca vantagem em capacidade computacional
“É melhor que não estejam”, ameaça Trump sobre possível cobrança de taxas do Irã a petroleiros em Ormuz
Publicado 10/04/2026 • 15:40 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Bandeira de Taiwan tremulando em mastro
leannk/Unsplash
O presidente chinês Xi Jinping recebeu nesta sexta-feira (10) Cheng Li-wun, presidente do Kuomintang, o maior partido de oposição de Taiwan, em Pequim. Foi o primeiro encontro entre Xi e um líder da oposição taiwanesa em quase uma década. Analistas ouvidos pela CNBC avaliam que o risco de agressão militar chinesa no Estreito de Taiwan permanece limitado no curto prazo, apesar das comparações com a postura do governo Trump em outras frentes de conflito.
O encontro ocorre às vésperas de uma visita prevista do presidente americano Donald Trump à China em maio, quando os dois líderes devem discutir comércio, fluxo de fentanil e Taiwan.
No comunicado divulgado pela mídia estatal chinesa, Xi afirmou que Pequim “acolhe qualquer proposta favorável ao desenvolvimento pacífico das relações entre os dois lados do Estreito”. O líder chinês reiterou que a independência de Taiwan representa “a principal ameaça à estabilidade no Estreito” e convocou líderes dos dois lados a se oporem ao separatismo e à interferência estrangeira.
Zhiwei Zhang, presidente e economista-chefe da Pinpoint Asset Management, avaliou que o tom do comunicado oficial representa uma mudança relevante. Para Zhang, a mensagem reduz o risco de conflito militar e sinaliza a preferência de Pequim por uma aproximação pacífica.
A postura militar de Trump no Irã e na Venezuela, somada às ameaças sobre a Groenlândia, levou parte dos observadores a traçar paralelos com a posição de Pequim em relação a Taiwan. Os analistas, porém, pedem cautela nessa leitura.
Gabriel Wildau, diretor-gerente da Teneo, afirmou que o risco de agressão repentina de Pequim contra Taiwan é menor do que se supõe em Washington. Segundo Wildau, a liderança chinesa avalia que o equilíbrio de poder militar e de influência estratégica caminha de forma inexorável a seu favor, o que reduz o incentivo para uma ação de força no curto prazo.
Cheng assumiu o comando do KMT em outubro do ano passado, num momento de tensão militar e política com o continente. A viagem a Pequim faz parte de uma estratégia do partido para se posicionar como interlocutor viável com a China antes das eleições presidenciais taiwanesas de 2028.
A líder do KMT descreveu a iniciativa como uma política de “dissuasão pelo diálogo” e defendeu a retomada de intercâmbios amplos entre os dois lados, incluindo turismo e engajamento político, caso o partido volte ao poder. Durante o encontro com Xi, Cheng afirmou que Pequim e Taipei deveriam construir mecanismos sustentáveis de diálogo e cooperação para evitar uma guerra.
O partido governista de Taiwan, o Partido Democrático Progressista, criticou a viagem. Parlamentares do DPP acusaram Cheng de distorcer a opinião pública taiwanesa e de comprometer a segurança nacional.
O horizonte de curto prazo pode ser de relativa estabilidade, mas o cenário de médio prazo preocupa analistas. Wildau alertou que o ponto de inflexão mais relevante está adiante: se o DPP vencer um quarto mandato consecutivo em 2028 e Xi garantir novo termo no Congresso do Partido Comunista em 2027, o líder chinês pode concluir que a reunificação pacífica deixou de ser viável.
O conflito no Irã introduziu uma camada adicional de incerteza no ambiente geopolítico global, mas os especialistas mantêm a avaliação de que Taiwan não enfrenta risco imediato de ação militar por parte de Pequim.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Mais lidas
1
Álbum de figurinhas da Copa 2026: do básico ao premium, veja quanto custa cada versão
2
O que sabemos sobre o Mythos da Anthropic, modelo de IA mais poderoso do mundo que não será lançado por motivos de cibersegurança
3
Tesouro Reserva: 5 pontos para entender o novo título público
4
Hapvida coloca à venda operação no Sul e abre espaço para Squadra no conselho
5
Reino Unido vai defender que o Estreito de Ormuz permaneça livre de tarifas, e que o Líbano seja incluído no cessar-fogo com o Irã