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Xi encontra oposição taiwanesa e analistas veem risco limitado de conflito no Estreito de Taiwan

Publicado 10/04/2026 • 15:40 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Xi Jinping se reúne com líder do KMT em Pequim no primeiro encontro entre os lados em quase uma década
  • Analistas avaliam que risco de agressão militar chinesa no Estreito de Taiwan é limitado no curto prazo
  • Cenário de 2028 preocupa especialistas se DPP vencer eleições e Xi garantir novo mandato no Congresso do Partido
Bandeira de Taiwan tremulando em mastro

Bandeira de Taiwan tremulando em mastro

leannk/Unsplash

O presidente chinês Xi Jinping recebeu nesta sexta-feira (10) Cheng Li-wun, presidente do Kuomintang, o maior partido de oposição de Taiwan, em Pequim. Foi o primeiro encontro entre Xi e um líder da oposição taiwanesa em quase uma década. Analistas ouvidos pela CNBC avaliam que o risco de agressão militar chinesa no Estreito de Taiwan permanece limitado no curto prazo, apesar das comparações com a postura do governo Trump em outras frentes de conflito.

O encontro ocorre às vésperas de uma visita prevista do presidente americano Donald Trump à China em maio, quando os dois líderes devem discutir comércio, fluxo de fentanil e Taiwan.

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Pequim sinaliza preferência por diálogo com Taiwan

No comunicado divulgado pela mídia estatal chinesa, Xi afirmou que Pequim “acolhe qualquer proposta favorável ao desenvolvimento pacífico das relações entre os dois lados do Estreito”. O líder chinês reiterou que a independência de Taiwan representa “a principal ameaça à estabilidade no Estreito” e convocou líderes dos dois lados a se oporem ao separatismo e à interferência estrangeira.

Zhiwei Zhang, presidente e economista-chefe da Pinpoint Asset Management, avaliou que o tom do comunicado oficial representa uma mudança relevante. Para Zhang, a mensagem reduz o risco de conflito militar e sinaliza a preferência de Pequim por uma aproximação pacífica.

Paralelos com Trump criam ruído, mas analistas pedem cautela

A postura militar de Trump no Irã e na Venezuela, somada às ameaças sobre a Groenlândia, levou parte dos observadores a traçar paralelos com a posição de Pequim em relação a Taiwan. Os analistas, porém, pedem cautela nessa leitura.

Gabriel Wildau, diretor-gerente da Teneo, afirmou que o risco de agressão repentina de Pequim contra Taiwan é menor do que se supõe em Washington. Segundo Wildau, a liderança chinesa avalia que o equilíbrio de poder militar e de influência estratégica caminha de forma inexorável a seu favor, o que reduz o incentivo para uma ação de força no curto prazo.

KMT usa viagem a Pequim como trunfo eleitoral

Cheng assumiu o comando do KMT em outubro do ano passado, num momento de tensão militar e política com o continente. A viagem a Pequim faz parte de uma estratégia do partido para se posicionar como interlocutor viável com a China antes das eleições presidenciais taiwanesas de 2028.

A líder do KMT descreveu a iniciativa como uma política de “dissuasão pelo diálogo” e defendeu a retomada de intercâmbios amplos entre os dois lados, incluindo turismo e engajamento político, caso o partido volte ao poder. Durante o encontro com Xi, Cheng afirmou que Pequim e Taipei deveriam construir mecanismos sustentáveis de diálogo e cooperação para evitar uma guerra.

O partido governista de Taiwan, o Partido Democrático Progressista, criticou a viagem. Parlamentares do DPP acusaram Cheng de distorcer a opinião pública taiwanesa e de comprometer a segurança nacional.

Eleições de 2028 concentra as maiores incertezas de Taiwan

O horizonte de curto prazo pode ser de relativa estabilidade, mas o cenário de médio prazo preocupa analistas. Wildau alertou que o ponto de inflexão mais relevante está adiante: se o DPP vencer um quarto mandato consecutivo em 2028 e Xi garantir novo termo no Congresso do Partido Comunista em 2027, o líder chinês pode concluir que a reunificação pacífica deixou de ser viável.

O conflito no Irã introduziu uma camada adicional de incerteza no ambiente geopolítico global, mas os especialistas mantêm a avaliação de que Taiwan não enfrenta risco imediato de ação militar por parte de Pequim.

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