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Ubisoft aposta em parcerias de marca e skins como motor de receita em games
Publicado 24/06/2026 • 23:59 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 24/06/2026 • 23:59 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
As parcerias de marca e ações comerciais vêm ganhando espaço crescente no desenvolvimento de franquias populares do setor de jogos eletrônicos, à medida que os games se consolidam como uma plataforma de mídia de alto valor comercial.
A avaliação é de Bruna Soares, diretora de parcerias globais de marca da Ubisoft Entertainment, que destacou a mudança de percepção das grandes empresas em relação ao setor. Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, a executiva afirmou que os jogos deixaram de ser apenas entretenimento para se tornarem um ambiente estratégico para marcas globais.
“Hoje é um pilar muito importante porque está provado que games é uma mídia muito poderosa. Então as grandes marcas já olham para games de uma forma muito estratégica. Quando uma marca faz disso parte da sua estratégia e se conecta com entretenimento super imersivo, é bom não só para o nosso parceiro, mas também para a Ubisoft”, afirmou.
Bruna Soares também destacou a relevância crescente da venda de itens virtuais personalizados, como skins, dentro dos jogos, um modelo de monetização que tem impulsionado o faturamento das empresas de tecnologia.
Segundo a executiva, em alguns casos, principalmente em jogos gratuitos (free-to-play) ou em modelos premium, a venda de skins pode representar até 70% da receita total de determinados títulos.
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Siga o Times | CNBC“Isso é sobre a venda de skins dentro do jogo. Dependendo do jogo, principalmente quando são jogos free-to-play ou jogos no modelo mais premium, pode chegar em um percentual muito alto de revenue, então alguns jogos podem ser até 70% do revenue a partir de skins”, explicou.
A executiva também ressaltou a importância do mercado brasileiro no cenário global de videogames. Segundo ela, o Brasil ocupa posição de destaque internacional e recebe estratégias específicas de marketing e adaptação de conteúdo.
“O Brasil é um dos seis maiores mercados de videogames no mundo e, para alguns dos nossos jogos, chega a ser o segundo maior do mundo, o que é algo muito expressivo. A gente usa o termo ‘tropicalizado’, pensando no que entendemos que o jogador brasileiro quer”, afirmou.
Bruna Soares ainda destacou que a indústria de games evoluiu para um modelo “transmídia”, com integração entre jogos, séries e outras mídias. Como exemplo, citou a parceria da Ubisoft com a Netflix para uma futura série baseada em Assassin’s Creed.
Ela também mencionou que, em casos de franquias licenciadas como Avatar e Star Wars, o modelo de negócio envolve acordos baseados em licenciamento e pagamento de royalties, ampliando as fontes de receita das empresas do setor.
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