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Casas Bahia divulga balanço com prejuízo de R$ 10,1 bilhões no 2º trimestre
Publicado 16/08/2026 • 09:17 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 16/08/2026 • 09:17 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Divulgação / Casas Bahia
Casas Bahia enfrenta pressão sobre resultados enquanto amplia medidas de ajuste operacional e financeiro.
O Grupo Casas Bahia divulgou neste domingo (16) seu balanço com prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, ante prejuízo de R$ 555 milhões no mesmo período do ano anterior. Segundo decumento enviado ao mercado, o resultado negativo decorre de R$ 9,1 bilhões em efeitos contábeis não recorrentes ligados à Fase 2 do Plano de Transformação da varejista, sem impacto sobre o caixa da Companhia no trimestre.
Conforme o documento, três fatores concentram a maior parte do impacto não recorrente. O primeiro é uma baixa de R$ 971 milhões em ágio, motivada pela revisão das projeções de rentabilidade futura. O segundo soma R$ 1,8 bilhão em contingências decorrentes de revisões contratuais. O terceiro reúne R$ 502 milhões em reestruturação e R$ 210 milhões em imobilizado, ambos ligados à reorganização de pessoal e ao fechamento de lojas.
Além desses valores, pesou sobre o resultado a baixa de R$ 5,7 bilhões em Imposto de Renda diferido. Segundo a Companhia, a medida reflete projeções atualizadas de geração de lucros tributáveis futuros, que deixaram de atender aos critérios contábeis para reconhecimento do ativo.
🔍 IR diferido é um ativo contábil que representa créditos fiscais que a empresa espera usar para reduzir impostos a pagar no futuro. Quando as projeções de lucro mudam, esse ativo pode perder valor e gerar baixa contábil, como ocorreu no caso da Casas Bahia.
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Enquanto o resultado líquido reportado despenca, os indicadores operacionais da Companhia caminham em direção oposta. A receita líquida somou R$ 7,0 bilhões no trimestre, alta de 1,6% na comparação anual. O lucro bruto cresceu 10,9%, para R$ 2,3 bilhões, com margem bruta de 32,9%, expansão de 2,8 pontos percentuais.
Já o EBITDA ajustado recuou 9,4%, para R$ 518 milhões, com margem de 7,4%, retração de 0,9 ponto percentual ante o mesmo período de 2025. A varejista atribui a queda ao desempenho de lojas físicas e ao ambiente de crédito mais restritivo.
🔍 EBITDA ajustado é o indicador que mostra o resultado operacional da empresa antes de juros, impostos, depreciação e amortização, com a exclusão de itens considerados não recorrentes pela própria companhia.
Mesmo descontados os efeitos não recorrentes, o prejuízo líquido ajustado da Casas Bahia atingiu R$ 978 milhões no trimestre, alta de 76,2% frente aos R$ 555 milhões negativos registrados no segundo trimestre de 2025. O lucro antes de juros e impostos ajustado (EBIT ajustado) ficou negativo em R$ 1,1 bilhão, variação de 25,8% na mesma base de comparação.
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Siga o Times | CNBCDe acordo com o balanço, o resultado financeiro segue pressionado pelo custo de capital no Brasil, ainda que a reestruturação da dívida da Companhia comece a produzir efeitos na redução sequencial das despesas financeiras.
Apesar do prejuízo contábil, a geração de caixa aponta em direção diferente. O fluxo de caixa livre para a firma totalizou R$ 800 milhões no trimestre, ante R$ 173 milhões no mesmo período de 2025. Nos últimos doze meses, esse indicador soma R$ 4,0 bilhões, contra R$ 910 milhões no ciclo anterior, segundo a Companhia.
A varejista destaca ainda a redução de R$ 248 milhões nos juros pagos em relação ao quarto trimestre de 2025, além de R$ 14 milhões a menos frente ao primeiro trimestre deste ano, movimento atribuído à maturação da nova estrutura de capital.
A relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado dos últimos doze meses ficou em 0,5 vez no segundo trimestre, patamar estável em relação ao trimestre anterior e bem abaixo dos 2,2 vezes registrados um ano antes. A dívida líquida recuou R$ 3,8 bilhões na comparação anual e R$ 293 milhões frente ao primeiro trimestre de 2026.
O patrimônio líquido da Companhia, porém, passou a negativo em R$ 8,1 bilhões ao final de junho, reflexo direto do prejuízo acumulado no período, segundo os dados do balanço.
Segundo a Casas Bahia, o resultado do trimestre está ligado ao avanço da segunda fase do Plano de Transformação, que prioriza geração de caixa e rentabilidade em meio a um cenário macroeconômico considerado mais desafiador pela Companhia. Nos últimos doze meses, foram fechadas 298 lojas consideradas menos rentáveis, segundo a varejista.
O documento aponta que a base de lojas remanescentes deve registrar aumento de 1,4 ponto percentual na margem de contribuição média, além de crescimento de 5 a 6 pontos percentuais na participação do crediário nas vendas. Entre as demais iniciativas da fase 2 estão a redução de capital investido, o corte de custos estruturais e a venda de participações em ativos, conforme o material divulgado ao mercado.
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