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Fernanda Rocha analisa impacto geopolítico do ataque dos EUA à Venezuela no mercado
Publicado 05/01/2026 • 18:23 | Atualizado há 5 dias
Publicado 05/01/2026 • 18:23 | Atualizado há 5 dias
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O impacto geopolítico do ataque dos Estados Unidos à Venezuela alterou drasticamente a dinâmica de preços das commodities e a percepção de risco global, disse Fernanda Rocha, assessora de investimentos da Monte Bravo, em participação no Radar, programa do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Ela destacou que a volatilidade atual exige cautela, mas abre espaço para uma nova leitura sobre o suprimento de energia: “O mercado financeiro vive de expectativas e já começa a colocar no preço esse petróleo. Se tivermos um custo de energia menor, conseguimos tirar a pressão da inflação, que é um dos maiores perigos das economias e causa a perda do poder de compra”, explicou.
A especialista ressaltou que a perspectiva de maior abundância de óleo no sistema pode beneficiar o Brasil indiretamente através da curva de juros. “Se temos um arrefecimento dessa pressão inflacionária, a curva de juros mais longa tende a fechar, o que traz uma perspectiva positiva para ativos de risco e favorece a nossa Bolsa, que é vista como um ativo de risco perante o mundo”.
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Sobre o comportamento das empresas do setor, Fernanda Rocha observou que a reação foi mista entre as gigantes petrolíferas devido a posições históricas na região. “As petrolíferas americanas estão absorvendo a alta, especialmente a Chevron, que persistiu na Venezuela como minoritária por anos. Agora, ela tem a prioridade e já está enviando equipes para lá para aproveitar esse novo petróleo vindo para o sistema”, detalhou.
A valorização do ouro também foi um ponto central na análise da profissional da Monte Bravo, que vê o metal como proteção essencial em tempos de guerra. “O ouro está subindo não apenas pela inflação corroendo moedas, mas pelos temores e tensões geopolíticas atuais. Países como a China estão diminuindo posições em dólar e Treasuries para aumentar suas reservas em ouro, buscando um ativo escasso que não perde valor”.
Por fim, a analista reforçou que o cenário pode trazer fluxos de capital estrangeiro para o mercado local devido aos diferenciais de rentabilidade. “Vimos hoje o real se apreciando porque a queda dos juros futuros nos Estados Unidos, somada à nossa taxa de juros alta, acaba atraindo dinheiro para cá. Precisamos observar os próximos capítulos para entender como o Brasil se ajusta a essa nova demanda global”, concluiu.
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