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Negócios em Jogo: Esportes de inverno ganham espaço no Brasil e abrem novas oportunidades de negócios
Publicado 27/01/2026 • 13:27 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 27/01/2026 • 13:27 | Atualizado há 3 horas
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Mesmo sendo um país tropical, o Brasil amplia ano a ano sua presença nos esportes de inverno, impulsionado pelo crescimento do turismo, do varejo e do interesse por competições internacionais. Para analisar os impactos econômicos desse movimento, o programa Real Time conversou com Cacá Bueno, apresentador do quadro Negócios em Jogo, durante transmissão ao vivo.
“Já são cerca de 150 mil praticantes de esportes de neve no Brasil. Muita gente tem viajado para Estados Unidos, França e Canadá, além de Chile e Argentina”, afirmou Cacá, ao destacar que a prática deixou de ser algo distante da realidade brasileira e passou a integrar o radar de consumo e turismo.
Segundo ele, a proximidade dos Jogos Olímpicos de Inverno, que começam no dia 6 de fevereiro, amplia a visibilidade do tema e cria oportunidades para destinos pouco explorados pelo brasileiro, como a Itália durante o inverno europeu.
“A Olimpíada é na Itália, um país muito visitado no verão, mas pouco explorado nos esportes de neve. Isso abre espaço para empresas de turismo ampliarem a oferta”, disse, ao apontar o evento como catalisador de novos fluxos turísticos.
Cacá ressaltou que o desempenho de atletas brasileiros também contribui para valorizar o segmento e atrair atenção do mercado.
“O Lucas Pinheiro lidera o ranking mundial no esqui alpino, e a Nicole Silveira foi terceira em uma etapa recente do Mundial. Os dois têm chance real de medalha”, afirmou, ao comentar o potencial de repercussão esportiva e comercial.
Segundo o empresário, além do turismo, o impacto já é perceptível no setor de serviços no Brasil, com a abertura de espaços de simulação de montanha, aulas de esqui e snowboard em ambientes fechados, inclusive em São Paulo.
Leia mais: Negócios em Jogo: Caca Bueno vê crescimento do futebol feminino e oportunidades de investimento
“Quem nunca esquiou pode experimentar antes de viajar. Isso já virou um serviço relevante”, explicou, destacando a diversificação da oferta no mercado interno.
No varejo, o crescimento também é expressivo. De acordo com Cacá, algumas marcas registraram alta de até 40% nas vendas nos últimos dois anos, inclusive empresas brasileiras que passaram a lançar coleções voltadas para neve.
“O mercado ainda é liderado por marcas estrangeiras como Patagonia e The North Face, mas existe espaço para marcas brasileiras surfarem essa onda”, afirmou.
Outro segmento em expansão é o de locação de roupas e equipamentos, alternativa para consumidores que não pretendem comprar itens de alto valor para uso ocasional.
“A locação virou uma grande oportunidade de negócio. Muita gente usa uma vez por ano e não quer guardar esse tipo de roupa em casa”, disse.
No turismo internacional, Cacá citou o crescimento da presença brasileira em resorts de inverno do Club Med.
“Os brasileiros se tornaram líderes em presença no Club Med no mundo, acima até dos franceses. Isso foi impulsionado pelos destinos de inverno”, afirmou, mencionando que o grupo ampliou de 10 para 75 o número de funcionários brasileiros em suas estações de esqui.
Para o apresentador, o avanço dos esportes de inverno também abre espaço para novos formatos de patrocínio e produção de conteúdo, especialmente nas redes sociais.
“Se um brasileiro conquista uma medalha olímpica num esporte de inverno, isso viraliza, gera entrevistas e pode impulsionar jovens a seguir esse caminho”, disse.
Cacá concluiu que o crescimento do interesse amplia o leque de atuação para empresas brasileiras em turismo, varejo, serviços e mídia. “Está no hype. Os esportes de inverno abriram mais um nicho de negócios no Brasil”, finalizou.
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