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‘Trump busca expandir o poder executivo e desafia tribunais’, diz diretor da Eurasia Group
Publicado 01/08/2025 • 22:20 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 01/08/2025 • 22:20 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
O diretor executivo da Eurasia Group para as Américas, Christopher Garman, afirmou que o Brasil enfrenta um cenário complexo de guerra tarifária e instabilidade institucional com os Estados Unidos. Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ele analisou as consequências da tarifa de 50% imposta por Donald Trump a produtos brasileiros, criticou o uso político da legislação comercial americana e alertou para uma escalada de tensões diplomáticas.
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Garman classificou como “compreensível” a reação do ministro Alexandre de Moraes, que chamou as tarifas de “covardes e traiçoeiras”, destacando o pano de fundo político envolvendo sanções da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras e o papel de aliados de Jair Bolsonaro em Washington. Para ele, o ambiente de polarização que marca a política interna do Brasil se assemelha ao cenário nos EUA, onde a democracia vem sendo usada como ferramenta retórica por ambos os lados.
Ao comentar uma entrevista exclusiva do ex-conselheiro de segurança nacional John Bolton, que considerou as tarifas injustificadas e prejudiciais à economia americana, Garman concordou com a crítica e disse que Trump tem esticado os limites da jurisprudência ao recorrer à International Emergency Economic Powers Act (IEEPA) — uma legislação que, segundo ele, nunca foi utilizada para justificar tarifas comerciais. Garman alertou que esse padrão de agir pode acabar sendo questionado na Suprema Corte dos EUA.
O analista também destacou a possibilidade de novas sanções contra o Brasil, caso se intensifiquem os julgamentos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e avancem as regulações sobre redes sociais. Segundo ele, há dentro do governo Trump uma estratégia de pressionar o Brasil por meio da pauta de “liberdade digital”, tema central para o movimento MAGA, que vê censura em decisões do STF. Garman não descartou a possibilidade de suspensão de vistos e novas sanções, mas ponderou que pressões internas — sobretudo do setor privado americano — podem limitar esse embate.
“A Casa Branca também é sensível aos interesses das empresas americanas que dependem das exportações brasileiras. Por isso, a lista de isenções foi tão extensa”, disse Garman, apontando o embate entre os setores político e econômico dos EUA como fator de imprevisibilidade para o futuro das relações bilaterais.
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