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Expectativa: reunião entre Trump e Putin nesta sexta pode por fim à guerra na Ucrânia e encerrar conflitos comerciais
Publicado 14/08/2025 • 23:24 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 14/08/2025 • 23:24 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
O mundo acorda nesta sexta-feira (15) com os olhos voltados para o Alasca, onde, às 16h30 (horário de Brasília), os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, se encontram na reunião mais aguardada dos últimos tempos. Na pauta, negociações que podem por fim a duas guerras — a provocada pela invasão russa à Ucrânia e o conflito comercial entre os dois países que ameaça ter reflexos em todo o mundo, inclusive no Brasil.
Um acordo pode afastar a ameaça de Trump de taxar em 100% os países que compram petróleo de Moscou. Sessenta por cento de todo o diesel importado pelo mercado brasileiro nos últimos quatro anos veio da Rússia, um negócio de US$ 13 bilhões (R$ 70 bilhões, na cotação atual). Por isso, a quinta-feira foi de expectativa.
A economia da Rússia, afetada pelas sanções do tarifaço de Trump, depende muito de suas vendas de petróleo bruto, com crescimento esperado próximo a 1,4% este ano, ante 4,3% em 2024, de acordo com as previsões de junho do Banco Mundial.
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O encontro tem potencial de repercussões significativas, tanto no campo diplomático quanto nos mercados. Nas últimas 24 horas, a cotação do petróleo já refletiu o clima de expectativa: o barril do WTI subiu 2,09%, fechando a US$ 63,96, enquanto o Brent avançou 1,84%, para US$ 66,84. Analistas avaliam que um eventual avanço para o cessar-fogo poderia aliviar parte das incertezas sobre o fornecimento global de energia — mas também abrir espaço para disputas sobre novas condições comerciais e geopolíticas.
Trump chega ao encontro buscando projetar liderança na cena internacional e capitalizar politicamente um eventual avanço nas negociações de paz — sonha, inclusive com o Prêmio Nobel. Ele afirma que não aceitará pressões de Putin e promete não fechar acordo sem a participação da Ucrânia. O republicano também acena para uma possível segunda reunião, desta vez com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e líderes europeus, o que ampliaria o alcance diplomático da iniciativa. No entanto, suas declarações anteriores sobre concessões territoriais e a intenção de “dividir” responsabilidades geram apreensão entre aliados ocidentais.
Putin, por sua vez, chega fortalecido por avanços recentes no campo de batalha e com o objetivo de consolidar o controle sobre territórios já ocupados. Embora saiba que não conseguirá retomar toda a Ucrânia, o líder russo busca um acordo que garanta sua posição militar e política, preservando a capacidade de pressão sobre Kiev. Internamente, um cessar-fogo com vantagens territoriais reforçaria seu discurso de vitória, enquanto, no cenário internacional, poderia abrir espaço para negociações sobre sanções e até sobre controle de armas nucleares.
Zelensky não foi convidado para o encontro no Alasca, o que gerou críticas sobre a condução das negociações “sem a Ucrânia à mesa”. O presidente ucraniano defende a retirada completa das tropas russas e rejeita qualquer cessão territorial. Para ele, o melhor cenário seria que a reunião não resultasse em acordo, o que manteria a pressão internacional sobre Moscou e abriria caminho para novas sanções. Ainda assim, interlocutores próximos admitem que um cessar-fogo, mesmo sem reconhecimento formal das conquistas russas, poderia ser considerado se isso garantisse segurança no médio prazo.
A reunião ocorre em um momento em que a diplomacia entre Rússia e o resto do mundo está fragilizada. Analistas apontam que o mais provável é que o encontro sirva como abertura para negociações mais amplas, possivelmente com a participação de outros líderes. No curto prazo, mercados seguirão reagindo a qualquer sinal de trégua ou escalada. A depender do tom das declarações após a reunião, ativos ligados à energia e à defesa podem registrar oscilações relevantes, e a trajetória do petróleo continuará a ser um termômetro sensível das expectativas.
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