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Reino Unido enfrenta desafio legal por tentar aprovar construção de data center
Publicado 21/08/2025 • 11:08 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 21/08/2025 • 11:08 | Atualizado há 8 meses
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Imagem ilustrativa - Data center
O governo do Reino Unido enfrenta um desafio legal de ativistas devido à sua decisão de ignorar a autoridade local e aprovar a construção de um novo data center “hiperescala”.
No ano passado, a autoridade local de Buckinghamshire, na Inglaterra, negou permissão de planejamento para a construção de um data center de 90 megawatts em área de proteção ambiental (green belt, termo do planejamento urbano britânico que se refere a áreas abertas nas quais a construção é restrita).
Data centers, grandes instalações que abrigam enormes volumes de sistemas de computação para viabilizar a entrega remota de diversos serviços de TI, têm registrado grande demanda nos últimos anos, em meio à corrida global pelo desenvolvimento de poderosos sistemas de IA, como o popular chatbot ChatGPT da OpenAI.
Ao mesmo tempo, essas instalações têm gerado preocupações de ativistas ambientais devido à enorme quantidade de energia necessária para mantê-las operando continuamente. A IA, em particular, tem sido criticada por consumir volumes massivos de energia.
Os planos para desenvolver a instalação em Buckinghamshire foram rejeitados duas vezes pelo conselho local. No entanto, foram novamente retomados sob o governo trabalhista, que busca transformar o Reino Unido em um hub global de inteligência artificial, aumentando a capacidade nacional de computação.
O conselho de Buckinghamshire rejeitou novamente o data center planejado em junho de 2024, afirmando que seria “inapropriado” desenvolvê-lo na área de proteção ambiental. No mês passado, a vice-primeira-ministra britânica, Angela Rayner, concedeu permissão de planejamento para o projeto, derrubando a decisão da autoridade local.
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Os grupos de ativismo Foxglove e Global Action Plan anunciaram na quinta-feira que entraram com uma revisão estatutária formal de planejamento, solicitando que um tribunal anule a aprovação de Rayner para o data center, levantando preocupações sobre a enorme quantidade de energia e água que essas instalações demandam.
“Angela Rayner aparentemente não sabe a diferença entre uma usina que realmente produz energia e uma subestação que apenas a conecta à rede — ou simplesmente não se importa”, disse Rosa Curling, co-diretora da Foxglove, em comunicado na quinta-feira.
“De qualquer forma, graças à decisão dela, moradores e empresas em Buckinghamshire em breve terão que competir com um gigante consumidor de energia para manter as luzes acesas, o que, como vimos nos EUA, geralmente significa preços nas alturas”, afirmou Rosa.
O Ministério do Habitação, Comunidades e Governo Local do Reino Unido — liderado também por Rayner — se recusou a comentar a ação legal quando questionado pela CNBC. O governo já havia enfatizado a importância de construir infraestrutura de data centers para competir globalmente no desenvolvimento de IA.
A ação de quinta-feira ocorre depois que o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou em janeiro planos para impedir que ativistas façam repetidos desafios legais de chamados “Nimbys” a decisões de planejamento de grandes projetos de infraestrutura na Inglaterra e no País de Gales.
Nimby é um termo pejorativo que se refere a pessoas que protestam contra empreendimentos que consideram desagradáveis ou perigosos para sua área local.
A disputa por energia na Europa impulsiona a evolução de um novo ecossistema de data centers
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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