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Senado dos EUA rejeita proposta de limitar ataques de Trump ao Irã

Publicado 04/03/2026 • 19:53 | Atualizado há 3 meses

AFP

KEY POINTS

  • O Senado dos EUA derrubou a tentativa democrata de restringir a autoridade de Donald Trump para conduzir a ofensiva contra o Irã.
  • A oposição questiona a legalidade da guerra, alegando que o governo não apresentou provas de uma ameaça iminente que justificasse ignorar o Congresso.
  • O apoio da maioria republicana garante ao presidente a continuidade da campanha militar, apesar das críticas sobre a expansão do poder executivo.
Senado aprova acordo inicial para encerrar paralisação do governo dos EUA

Divulgação

Capitol Hil é a sede do governo dos EUA e abriga o Capitólio dos Estados Unidos, o Senado, a Câmara dos Representantes e a neoclássica Suprema Corte, em Washington

Uma resolução visando limitar os poderes de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, na guerra contra o Irã foi rejeitada nesta quarta-feira (4) no Senado americano, devido ao apoio robusto da maioria republicana para a operação dos EUA e Israel.

No final de janeiro, antes mesmo do início do conflito, o senador democrata Tim Kaine havia introduzido uma resolução para “ordenar a retirada das forças armadas americanas das hostilidades contra a República Islâmica do Irã que não foram autorizadas pelo Congresso”.

Porém, sua iniciativa foi rejeitada com 53 votos contra e 47 a favor. O democrata John Fetterman, que apoia a guerra, votou contra, enquanto o republicano Rand Paul foi o único de seu partido a votar a favor.

Diante de um presidente que expandiu o domínio do poder executivo sobre o legislativo desde seu retorno à Casa Branca em janeiro de 2025, Tim Kaine, ao lado de muitos outros parlamentares democratas, afirmava querer reafirmar a autoridade do Congresso, o único habilitado pela Constituição americana a declarar guerra.

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“Os americanos querem que o presidente Trump baixe os preços, não que nos arraste para guerras desnecessárias e eternas”, declarou o senador da Virgínia em um comunicado na terça-feira (3), que denuncia desde sábado (28 de fevereiro) um conflito lançado de maneira “ilegal” pelo republicano.

Após um briefing de segurança nacional classificado entre os senadores e o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, Tim Kaine assegurou à AFP que nenhuma prova foi apresentada pelo governo sobre a existência de uma “ameaça iminente” do Irã contra os EUA.

Essa questão de “ameaça iminente” está no centro do debate sobre a legalidade do início do conflito por Donald Trump. Pois, embora o Congresso seja o único habilitado a declarar guerra, uma lei de 1973 permite ao presidente lançar uma intervenção militar limitada para responder a uma situação de emergência criada por um ataque contra os EUA.

Em seu vídeo anunciando a operação no sábado (28), Donald Trump mencionou justamente uma ameaça “iminente” representada pelo Irã, mas não convenceu a oposição democrata.

Na Câmara dos Representantes, uma resolução semelhante à de Tim Kaine deve ser submetida a votação na quinta-feira (5), mas um fracasso também é esperado.

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“A ideia de retirarmos esse poder de nosso comandante-chefe, o presidente, de terminar o trabalho é uma perspectiva assustadora para mim”, afirmou o presidente republicano da Câmara, Mike Johnson. “É perigoso, e espero – e acredito – que tenhamos vozes suficientes para rejeitar isso”, acrescentou à imprensa no Capitólio.

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