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Bradesco unifica operações de saúde em nova marca e aposta em tecnologia para reduzir custos
Publicado 03/03/2026 • 22:50 | Atualizado há 3 dias
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Publicado 03/03/2026 • 22:50 | Atualizado há 3 dias
KEY POINTS
A consolidação das operações de saúde do Bradesco sob a marca BradSaúde, com faturamento estimado em R$ 50 bilhões por ano, representa um movimento histórico na saúde suplementar brasileira. A nova gigante nasce da integração da Bradesco Saúde, com 4 milhões de beneficiários, e da Odontoprev, com 9 milhões, formando uma base de cerca de 13 milhões de pacientes. Para Pedro Batista, notável da Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o desafio agora é transformar escala em eficiência. “É impossível fazer uma mudança e um movimento tão grande como esse se não houver integração tecnológica”, afirmou, em participação no quadro “Dr. Inovação”, nesta terça-feira (3).
Segundo Pedro Batista, a saúde suplementar sempre foi um setor sensível, tanto para o usuário quanto para as operadoras. “O Bradesco é uma das mais antigas instituições que trabalham com saúde suplementar no país”, destacou, lembrando que a atuação se intensificou após 1997, com a consolidação dos planos de saúde. Ele explicou que a expansão para áreas como oncologia, hospitais e laboratórios levou a aquisições estratégicas ao longo dos anos. “Chegamos em 2026 com uma necessidade de consolidação, e ela vem em uma hora muito peculiar”, disse.
Para o especialista, a integração não é apenas administrativa, mas essencialmente tecnológica. “A grande falha de quem achou que não tinha tecnologia por trás é não entender que tudo isso depende de integração”, afirmou. De acordo com ele, padrões tecnológicos incorporados à nova estrutura podem gerar “exemplos gigantescos de economia e ganhos assistenciais”.
Ao tratar da diferença entre uma abordagem conservadora e uma estratégia mais agressiva no uso de tecnologia, Pedro Batista destacou o papel da inteligência artificial e do machine learning na detecção de fraudes. “Se a gente entrar dentro de um padrão de uso de IA para detecção de fraudes de forma conservadora, estamos falando de algo entre R$ 1,2 bilhão e R$ 2,5 bilhões”, afirmou.
Ele explicou que, com uma base de 13 milhões de pacientes, a redução de exames desnecessários ou procedimentos inadequados pode gerar impacto relevante. “Se os 13 milhões fizerem um exame desnecessário, a gente consegue reduzir isso drasticamente”, disse. Apenas com análise preditiva e saúde populacional, o potencial de economia ficaria entre R$ 800 milhões e R$ 1,5 bilhão. “Só nisso, mais de R$ 0,8 bi a R$ 1,5 bi de antecipação de eventos”, reforçou.
Para Pedro Batista, o uso de tecnologia também reduz riscos clínicos. “É antecipar, às vezes, um câncer e diagnosticar precocemente”, afirmou. Ele citou como exemplo o Fleury, uma das maiores redes de diagnóstico do país, que integra o grupo e na qual o Bradesco Saúde detém 25% da operação. “Se todos os exames forem identificados precocemente e indicados para antecipação de evento, conseguimos reduzir padrões de custo que podem ser revertidos em assistência”, explicou.
Questionado sobre a telemedicina, Pedro Batista classificou o modelo como um paradoxo. “A telemedicina é um paradoxo”, afirmou. Segundo ele, quando mal aplicada, gera sobreposição de atendimentos. “Quando ela não é bem-feita, vira só uma sobreposição de assistência, e sobreposição é desperdício”, disse.
Por outro lado, o especialista ressaltou que o modelo pode ser eficaz se estruturado de forma preventiva. “Se ela for pró-ativa e não apenas usada antes de ir ao pronto-socorro, ela funciona”, avaliou.
No campo financeiro, Pedro Batista destacou o peso dos chamados AFD – abusos, fraudes e desperdícios. “Os cálculos mostram algo em torno de 30% de desperdícios entre abusos e fraudes”, afirmou. Segundo ele, mesmo uma redução conservadora pode representar impacto relevante sobre o faturamento de R$ 50 bilhões.
“Uma redução de 3% sobre R$ 50 bilhões significa algo em torno de R$ 1,5 bilhão”, destacou. Ele lembrou que o lucro recente apresentado pela Bradesco Saúde foi de cerca de R$ 3,2 bilhões. “Com poucas ações, a empresa poderia dobrar o lucro em um ano só”, disse, acrescentando que a eficiência também pode beneficiar o consumidor final. “Pode diminuir o custo para o contratante, que para nós é a melhor parte”, concluiu.
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