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Galípolo alerta para instabilidade global e impacto das tarifas dos EUA na economia brasileira
Publicado 27/08/2025 • 19:09 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 27/08/2025 • 19:09 | Atualizado há 3 meses
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Pedro França/Agência Senado /Reprodução Flickr
Galípolo destaca que descompasso entre Selic e taxas prejudica política monetária.
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, destacou a instabilidade internacional ao discursar na abertura do 33º Congresso e Expo Fenabrave, em São Paulo. Segundo ele, o cenário global permanece incerto, principalmente depois do anúncio das novas tarifas comerciais feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 2 de abril.
Galipolo afirmou que a autoridade monetária brasileira não interfere no câmbio, que se mantém flutuante no país. Ele explicou que o câmbio influencia a inflação por meio do mecanismo de repasse e reforçou: “O Banco Central não tem qualquer tipo de objetivo no câmbio. Ter um câmbio flutuante é uma das principais linhas de defesa da economia brasileira”. Galipolo acrescentou que “o Banco Central só supervisiona e atua pela funcionalidade do mercado”.

Sobre a valorização do dólar e o aumento de tarifas, Galipolo observou que o Brasil possui uma economia menos dependente dos Estados Unidos e conta com exportações mais diversificadas. Ele lembrou que, anteriormente, o país não seria beneficiado por um eventual crescimento adicional da economia dos Estados Unidos, expectativa que existia após a eleição de Trump.
O presidente do Banco Central comentou também que, no início de 2025, com a intensificação das discussões tarifárias, a percepção sobre os países mais vulneráveis mudou. “Quando começa o ano de 2025 e as discussões sobre tarifa vão escalando, a coisa se inverte. Passa-se a dizer que o país que tem mais dependência da economia americana, se tiver o impacto da tarifa, vai sofrer mais”, explicou Galipolo.
Para ele, ainda é prematuro afirmar se as mudanças atuais são transitórias ou duradouras. “O que a gente está assistindo, por enquanto, que parece estar acontecendo, é o seguinte: há uma dúvida e uma incerteza que vem das decisões de política econômica e comercial dos Estados Unidos. Eu acho que a incerteza vai se reduzindo a partir do momento em que as tarifas vão se consolidando”, declarou o presidente do BC, ressaltando que a instabilidade preocupa mais que a própria tarifação.
Galipolo também abordou os efeitos dessas incertezas sobre investimentos e consumo. Ele apresentou dados ressaltando o peso dos Estados Unidos na economia global: o país responde por cerca de 25% do PIB mundial, 10% do comércio, metade dos ativos financeiros e mais de 70% dos ativos investíveis. “O mercado de dívida soberana norte-americano, por exemplo, é praticamente 10 vezes o mercado europeu”, comparou, segundo a Fenabrave.
Com essa relevância dos EUA e diante da expectativa em relação ao avanço da inteligência artificial, Galipolo avaliou que o mercado norte-americano se torna “praticamente inescapável” para quem busca exposição a esse tipo de risco.
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