Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Geopolítica vira risco patrimonial e famílias de alta renda revisam onde guardam seus ativos
Publicado 11/03/2026 • 07:34 | Atualizado há 6 meses
Warren Buffett deixa o cargo de presidente do conselho da Berkshire Hathaway: ‘O Pai Tempo sempre vence’
Nscale, provedora de nuvem com IA, solicita abertura de capital
McDonald’s vira ‘menu econômico’ para investidores após ação ficar mais barata
Com consumidor mais seletivo, beleza, saúde e bem-estar se unem em uma única categoria no varejo
SpaceX garante mais US$ 950 milhões da NASA para mais três voos tripulados à ISS
Publicado 11/03/2026 • 07:34 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
imagem gerada pela Inteligência Artificial Nano Banana 2, através do agente Gemini
Geopolítica vira risco patrimonial e famílias de alta renda revisam onde guardam seus ativos
A escalada do conflito no Oriente Médio está provocando mais do que volatilidade no petróleo e alguns mercados. Para famílias com alto patrimônio, o momento representa ponto de mudança, no qual a proteção patrimonial deixa de ser uma discussão predominantemente tributária. O foco se desloca da rentabilidade e da eficiência fiscal para a soberania dos ativos e o risco de jurisdição.
O momento combina tensão militar envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, reconfiguração das alianças no Golfo e aumento expressivo dos gastos públicos com defesa na Europa. Historicamente, ciclos de expansão militar são acompanhados por crescimento acelerado da dívida pública, redesenho de políticas tributárias e maior escrutínio sobre fluxos internacionais de capital.
Leia também: Grupo Pão de Açúcar entra em recuperação extrajudicial para renegociar R$ 4,5 bilhões em dívidas
Para Eron Falbo, CEO da Bridge Legacy, consultoria especializada em estruturas internacionais para famílias brasileiras, a gestão patrimonial tradicional sempre esteve baseada na diversificação por classe de ativos. O novo contexto exige algo diferente.
“É preciso avaliar a exposição concentrada em uma única jurisdição, a dependência de sistemas financeiros específicos, a vulnerabilidade a mudanças fiscais extraordinárias e o risco de controles de capital ou restrições regulatórias”, afirmou Falbo.
Para o especialista, a estratégia não envolve abandonar centros tradicionais como Londres, Zurique ou Miami, mas construir redundância para reduzir a concentração de risco soberano. “O conflito em si pode ser temporário. A mudança estrutural nas prioridades fiscais e estratégicas dos países é o que gera impacto duradouro”, diz.
A Europa, que por décadas ofereceu infraestrutura jurídica sofisticada com garantia de segurança americana, entra agora em um ciclo distinto. O aumento dos gastos militares financiado por expansão fiscal reacende dúvidas sobre a sustentabilidade da dívida pública em economias que já enfrentam baixo crescimento e envelhecimento populacional.
“Quando a conta do rearmamento se tornar insustentável — e historicamente isso acontece — governos buscarão receita onde o patrimônio está mais visível e politicamente menos protegido, que são grandes fortunas, especialmente estrangeiras”, afirma Falbo.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCMudanças regulatórias recentes reforçam essa percepção. Portugal eliminou o investimento imobiliário do Golden Visa, encerrou o regime de Residente Não Habitual e discute ampliar o prazo para cidadania. A Grécia elevou os valores mínimos de investimento. O Reino Unido aboliu o regime de non-dom, provocando saída relevante de milionários do país. Segundo Falbo, 16.500 milionários deixaram o Reino Unido após o fim do regime, enquanto os Emirados receberam 9.800 milionários em 2025.
No Brasil, o ambiente igualmente pressiona o planejamento patrimonial internacional. A Lei 14.754/2023 passou a tributar fundos exclusivos e offshores, e a Lei 15.270/2025 ampliou o alcance das medidas. A partir de 2026, entra em vigor a tributação de 10% sobre dividendos acima de R$ 50 mil mensais. Com dívida pública próxima de 95% do PIB e Selic elevada, o país entra em uma fase de maior pressão arrecadatória.
“Não são medidas isoladas, mas um movimento sistemático de ampliação da tributação sobre grandes patrimônios. A pergunta não é se o capital buscará proteção internacional, mas para onde”, afirma Falbo.
Ao mesmo tempo em que a Europa amplia gastos e pressões fiscais, países do Golfo fortalecem alianças com os Estados Unidos, firmam acordos bilionários e mantêm regimes de tributação zero sobre renda pessoal. A região, antes vista com cautela por investidores ocidentais, passa a integrar o planejamento de famílias que buscam previsibilidade institucional combinada a eficiência fiscal.
Ganha força o conceito de resiliência jurisdicional: estruturar o patrimônio de forma a mantê-lo protegido independentemente de mudanças políticas ou fiscais em um único país. Isso envolve estruturas multilocalizadas, diversificação bancária internacional, separação entre residência, domicílio fiscal e custódia de ativos, além de planejamento sucessório com proteção transnacional.
Para especialistas, conflitos armados funcionam como catalisadores de decisões que já estavam em curso, acelerando a revisão de risco soberano e estabilidade institucional. “O investidor sofisticado não reage ao evento. Ele se antecipa ao ciclo”, conclui Falbo.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Master pagou R$ 40 mi ao escritório de Viviane Barci e R$ 33 mi ao de advogada citada como “canal direto com STF” em 2024, diz PF
2
Dino manda PF investigar operações do Banco Master com cemitérios de SP, mas proíbe apuração sobre Mendonça
3
Taxistas e motoristas de aplicativo ganham novas regras para acesso a crédito
4
Daniel Vorcaro reservou mansão de luxo para ministro Nunes Marques no Carnaval de 2025
5
Lotofácil 3.782 sorteia R$ 5 milhões; veja as dezenas