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Dinamarca reduz previsão de crescimento para 2025 com queda da Novo Nordisk

Publicado 29/08/2025 • 08:02 | Atualizado há 5 horas

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Redação CNBC

KEY POINTS

  • A Dinamarca reduziu sua previsão de crescimento anual para 1,4%, citando expectativas de exportações farmacêuticas mais fracas, juntamente com uma revisão de números anteriores.
  • Tarifas mais altas nos EUA e uma desaceleração no rápido crescimento de sua principal empresa farmacêutica, a Novo Nordisk, contribuíram para a revisão, disse o Ministério da Economia.
  • No entanto, aumentou sua previsão de crescimento para 2026 de 1,4% para 2,1%, na esperança de uma retomada do consumo.

SERGEI GAPON/AFP

Imagem do logo da empresa Novo Nordisk ao fundo.

A Dinamarca reduziu nesta sexta-feira (29) sua previsão de crescimento anual para 1,4%, ante os 3% anteriormente projetados, em grande parte devido a expectativas mais fracas em relação à gigante farmacêutica Novo Nordisk.

O país vinha registrando forte crescimento nos últimos anos: em 2024, a economia avançou 3,7%, impulsionada principalmente pelas exportações farmacêuticas.

A dinamarquesa Novo Nordisk é fabricante dos medicamentos de grande sucesso para controle de peso Ozempic e Wegovy.

O Ministério da Economia destacou que as exportações dinamarquesas para os Estados Unidos caíram de forma significativa no início de 2025, após um grande salto no fim de 2024. O movimento refletiu tanto o acúmulo de estoques quanto o aumento da concorrência no mercado de remédios para emagrecimento, no qual a Novo perdeu participação. Agora, espera-se que as exportações farmacêuticas contribuam bem menos para o total das exportações de bens neste ano e no próximo.

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Medicamentos genéricos também estão pressionando as oportunidades de venda nos EUA, acrescentou a pasta.

O setor farmacêutico europeu foi abalado neste ano pela ameaça de tarifas altíssimas nos EUA, embora o acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos tenha trazido algum nível de previsibilidade.

O Ministério da Economia afirmou que as tarifas norte-americanas pesaram na revisão de sua projeção, enquanto uma revisão estatística mostrou que o PIB real cresceu menos entre 2021 e 2024 do que se estimava anteriormente.

“O crescimento no primeiro trimestre de 2025 também foi mais fraco do que o esperado. Somados ao aumento das tarifas americanas e às expectativas rebaixadas para a indústria farmacêutica, esses fatores levaram a um ajuste significativo para baixo na estimativa de crescimento do PIB em 2025”, disse o ministério em comunicado.

A pasta acrescentou que, apesar do acordo comercial entre Bruxelas e Washington, ainda existe “um grau significativo de imprevisibilidade relacionado à política da administração dos Estados Unidos”, o que aumenta a incerteza para os exportadores dinamarqueses e pode pesar sobre investimentos e atividade empresarial. Já as famílias seguem preocupadas com eventos globais e com os altos preços dos alimentos.

O ministério ressaltou, no entanto, que apesar da revisão para baixo na projeção de 2025, a economia dinamarquesa segue sólida, com elevado nível de emprego e expectativa de inflação abaixo de 2% ao ano.

Para 2026, a projeção foi revisada para cima, de 1,4% para 2,1%, apoiada na expectativa de maior consumo privado e público.

Dificuldades da Novo Nordisk

Há dois anos, o boom dos medicamentos para perda de peso levou a Novo Nordisk a superar a gigante do luxo LVMH como a empresa mais valiosa da Europa.

Desde então, porém, a farmacêutica perdeu posições nesse ranking, após quedas de mais de 10% em suas ações em 2024 e de mais de 40% no acumulado deste ano. Investidores seguem preocupados com a concorrência da norte-americana Eli Lilly, com a desaceleração do crescimento geral do mercado e com questionamentos sobre os tratamentos de nova geração da companhia.

Ainda assim, os resultados da empresa continuam sólidos. Nos números trimestrais divulgados no início deste mês, a farmacêutica reportou crescimento de 67% nas vendas em relação ao ano anterior, alcançando 19,53 bilhões de coroas dinamarquesas (US$ 3,03 bilhões), em taxas de câmbio constantes.

No comunicado que acompanhou o balanço, a companhia afirmou que vai reforçar sua aposta nas vendas diretas ao consumidor para enfrentar tanto os concorrentes que produzem versões copiadas de seus medicamentos quanto as pressões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por preços mais baixos para os remédios no mercado doméstico.

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