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Petróleo Brent chega em US$ 85 com guerra no Oriente Médio e risco no Estreito de Ormuz
Publicado 03/03/2026 • 07:50 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 03/03/2026 • 07:50 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
O petróleo Brent segue em forte alta nesta terça-feira (3), acumulando ganhos expressivos após a escalada militar no Oriente Médio.
Por volta das 8h30 (horário de Brasília) o contrato do barril da referência europeia era negociado a US$ 85,02, o nível mais elevado desde junho de 2025, com alta de cerca de 9,34% nas primeiras horas do pregão.
Na véspera, os contratos futuros chegaram a avançar até 13%, alcançando US$ 82,37 por barril.
O movimento é provocado pela guerra no Oriente Médio. Os preços do petróleo e do gás natural dispararam em reação aos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e à resposta de Teerã, movimento que elevou o risco geopolítico na região e atingiu os mercados financeiros globais.
Leia também: Qatar derruba aviões iranianos enquanto Teerã amplia ataques a instalações de petróleo e gás no Golfo
A maior das preocupações é sobre o Estreito de Ormuz. Os mercados estão particularmente focados no ponto crítico que lida com aproximadamente um quinto dos embarques globais de petróleo e volumes significativos de gás natural.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que nenhum navio está autorizado a atravessar a região. Até o início desta semana, três navios haviam sido danificados ao tentar cruzar o estreito, e um marinheiro morreu. Ao todo, cerca de 200 embarcações aguardam definição e permanecem ancoradas na área. O Irã também lançou barragens de mísseis retaliatórios contra bases dos EUA em países vizinhos, incluindo os Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait, Catar, Arábia Saudita, Jordânia, Iraque e Síria.
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Siga o Times | CNBCCom o conflito sem prazo para terminar, as projeções se tornam cada vez mais extremas. Especialistas afirmam que, em um cenário sem horizonte definido de resolução, os preços podem apresentar comportamento irracional e US$ 120 se tornam plausíveis — embora esse nível não se sustente, pois não é do interesse dos Estados Unidos um novo repique inflacionário neste momento.
A Goldman Sachs alerta que um bloqueio total do Estreito de Ormuz poderia disparar os preços para US$ 110 em poucas semanas. A OPEP estima o Brent a US$ 90 no fim de 2026, a EIA projeta US$ 82 e o UBS aposta em US$ 105 se os conflitos persistirem.
O petróleo americano acompanha o movimento. O WTI, referência nos Estados Unidos, operava em alta de cerca de 1,59% nesta terça-feira, cotado a US$ 72,36 por barril antes da abertura oficial do mercado.
O gás natural também reagiu com força. O contrato futuro do TTF holandês, referência na Europa, operava em alta superior a 20%, depois de ter avançado 22%, a 38.885 euros.
A reação nos mercados acionários foi imediata. Na Ásia, Tóquio recuou 1,4% e Hong Kong perdeu 2,1%. Na Europa, Paris cedia 1,96%, Frankfurt 1,99%, Milão 2,13% e Madri 2,58%.
No Brasil, o cenário de petróleo elevado tem efeitos duplos. A Petrobras projeta receita extra de R$ 50 bilhões com o Brent acima de US$ 85, financiando investimentos no pré-sal. Por outro lado, consumidores sentem o reflexo nos combustíveis, com a gasolina na média de R$ 6,20 por litro, segundo a ANP.
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