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Efeito Bad Bunny: como turnê do cantor movimenta milhões de dólares na economia de Porto Rico
Publicado 20/09/2025 • 19:19 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 20/09/2025 • 19:19 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
Bad Bunny performs at the Made In America Festival in Philadelphia on Sept. 4, 2022.Shareif Ziyadat / WireImage
Porto Rico, ilha caribenha com pouco mais de 3 milhões de habitantes e menor que o estado de Sergipe, tem registrado intensa movimentação econômica desde o anúncio da temporada de shows do cantor Bad Bunny. A série de apresentações, batizada de “No Me Quiero Ir De Aquí” (“não quero sair daqui”, em tradução livre), começou em julho e já transformou o turismo e os negócios locais.
A procura por passagens aéreas, hospedagens, bares, restaurantes e serviços turísticos disparou desde 13 de janeiro, data em que o artista revelou o projeto. A expectativa inicial era de forte impacto, uma vez que Benito Antonio Ocasio Martínez (nome de batizado do artista), foi o cantor mais ouvido do planeta entre 2020 e 2022, mas os números da programação de 30 shows no Coliseu de Porto Rico, em San Juan, superaram as projeções.

Em apenas quatro horas, 450 mil ingressos foram vendidos. As nove primeiras datas ficaram restritas aos residentes da ilha; as demais se esgotaram rapidamente para fãs vindos de diversos países. Sem datas anunciadas fora de Porto Rico até então, a turnê criou a sensação de experiência exclusiva, estimulando viagens internacionais para San Juan.
Segundo a agência Bloomberg, a Discover Puerto Rico calcula que cerca de 600 mil visitantes devem passar pela ilha entre julho e setembro — o dobro da média para o período, tradicionalmente marcado por furacões. O impacto econômico direto pode chegar a US$ 181 milhões (mais de R$ 1 bilhão).

Apenas nas 34 propriedades hoteleiras monitoradas, já foram contabilizadas mais de 35 mil diárias ligadas aos shows. O setor de hospitalidade, que normalmente emprega cerca de 100 mil pessoas, deve registrar aumento temporário de 3% nos postos de trabalho, de acordo com a Moody’s. A estimativa é de que a residência de shows adicione 0,15% ao PIB local, ajudando a evitar estagnação no ano fiscal.
Além dos hotéis, bares, restaurantes, até lojas de roupas têm registrado alta nas vendas. Muitos fãs vão aos espetáculos com roupas inspiradas na cultura boricua, como camisas de linho, chapéus de palha e saias floridas ou com as cores da bandeira porto-riquenha.
O apelo cultural também atraiu grandes marcas. A Adidas lançou, em parceria com o cantor, uma linha de tênis exposta no Museu de Arte de Porto Rico, na mostra “De Puerto Rico para el mundo: la historia de una collab”.
A Mercedes-AMG Petronas levou pela primeira vez um carro de Fórmula 1 à ilha, em evento que contou com uma corrida de demonstração do piloto mexicano Esteban Gutiérrez.
Já a Amazon anunciou uma parceria com Bad Bunny para programas voltados à economia local, incluindo projetos de educação e tecnologia, apoio à agricultura, entrega de alimentos e a criação da loja digital “comPRa Local”, com produtos e bens porto-riquenhos identificados com o selo “Hecho en PR”. Neste sábado (20), o serviço de streming Prime Video irá transmitir gratuitamente o último show de “No Me Quiero Ir De Aquí” ” ao vivo, a partir das 21h30 (horário de Brasília).
Depois, os assinantes do Prime Video poderão assistir ao espetáculo, que encerra o período de apresentações do cantor em Porto Rico. A apresentação final, relembra o oitavo aniversário do Furacão Maria.

O projeto também carrega simbolismo político. Porto Rico é um território não incorporado dos Estados Unidos, condição frequentemente comparada a de uma colônia. Embora submetidos ao governo de Washington, os porto-riquenhos não votam para presidente.
Para Thiago Soares, pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a escolha de San Juan como palco da residência — em vez de centros tradicionais como Las Vegas ou Nova York — é um gesto político e de afirmação cultural. “Ele poderia estar em qualquer outro lugar, mas marca San Juan como uma cidade apta a receber grandes turnês”, avalia.

Soares lembra ainda que a iniciativa se insere no conceito de soft power, isto é, a capacidade de um corpo político influenciar a percepção internacional por meio da cultura. O pesquisador compara o movimento ao impacto global do K-pop, na Coreia do Sul; dos animes, no Japão; e da projeção da cantora Rihanna como símbolo de Barbados.
Após encerrar a residência em Porto Rico, Bad Bunny seguirá em turnê por Ásia, Europa, Oceania e América Latina. Os Estados Unidos ficaram fora da agenda, segundo o artista, devido às políticas migratórias do presidente Donald Trump.
No Brasil, ele se apresenta nos dias 20 e 21 de fevereiro de 2026, no Allianz Parque, em São Paulo.
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