Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
EXCLUSIVO: Encontro entre Lula e Trump deve ser rápido e definir estratégias de negociação Brasil-EUA
Publicado 28/09/2025 • 08:11 | Atualizado há 6 meses
SpaceX faz pedido confidencial de IPO, preparando terreno para oferta recorde
Buffett diz que bomba do Irã tornaria desastre nuclear mais difícil de evitar
Crise de abastecimento de petróleo vai piorar em abril, alerta AIE
DHL alerta para corte de 20% na capacidade aérea global e alta de 25% nos fretes
Especialista recomenda antecipar compra de passagens diante de possível alta em até 35 dias
Publicado 28/09/2025 • 08:11 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
O encontro entre o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o dos Estados Unidos, Donald Trump, previsto para a esta semana, deve ser breve e voltado a estabelecer as diretrizes para que os negociadores de cada governo avancem em tratativas comerciais, avaliou o consultor em comércio internacional Welber Barral, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Barral afirmou que a reunião “vai definir os mandatos para os seus respectivos negociadores”, abrindo um canal de alto nível que até agora não existia entre os dois países. Ele explicou que, a partir desse encontro, podem ser iniciadas conversas formais semelhantes às que os Estados Unidos já conduziram com China, México e Reino Unido.
As negociações devem abranger tarifas de importação, comércio digital e terras raras. O consultor observou que, Washington tem adotado uma política tarifária considerada imprevisível pelo mercado.
“Desde o começo do ano nós já tivemos várias tarifas que foram anunciadas, não foram aplicadas, foram anunciadas novamente”, disse.
Leia também:
Após aceno na ONU, semana termina sem definição sobre encontro entre Lula e Trump
Trump amplia tarifaço, mirando em medicamentos, caminhões pesados e móveis importados
A partir de 1º de outubro, entra em vigor uma nova rodada de tarifas norte-americanas, com taxações entre 25% e 100% sobre medicamentos, caminhões pesados, móveis e itens para cozinha e banheiro. Para Barral, a medida aumenta a necessidade de resiliência das empresas brasileiras e de diversificação de mercados para reduzir a dependência das exportações para os Estados Unidos.
Segundo ele, as companhias mais vulneráveis são as que concentram as vendas exclusivamente no mercado norte-americano. Para mitigar riscos, Barral recomenda que empresas brasileiras busquem outros destinos e fornecedores, além de acompanharem de perto a evolução das negociações entre Washington e Pequim.
O consultor também destacou que o setor agrícola dos Estados Unidos enfrenta pressão com a escalada tarifária e retaliações de parceiros comerciais, especialmente a China, o que pode influenciar a postura de Trump. Ele lembrou que Brasil e EUA competem em commodities como soja, milho e carnes, o que torna os desdobramentos dessas conversas relevantes para o agronegócio brasileiro.
Por fim, Barral alertou ainda para possíveis efeitos inflacionários dentro dos Estados Unidos. De acordo com ele, o impacto das tarifas “ainda não chegou totalmente na economia americana”, mas pode ser repassado aos consumidores à medida que os estoques diminuírem, forçando eventualmente uma revisão das medidas tarifárias.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Ingressos da Copa do Mundo: fase final será por ordem de chegada; veja quando começa a venda
2
Subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel entra em vigor nesta semana, após acordo sobre corte de ICMS
3
Vazamento na Anthropic expõe as entranhas do Claude Code e serviços ainda não lançados ao público; veja
4
Carrefour e Casa dos Ventos fecham contrato de longo prazo de R$ 1 bilhão em energia solar
5
Gol Linhas Aéreas vai se deslistar; relembre outras empresas que deixaram a bolsa brasileira