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InterCement tem plano de recuperação aprovado por credores e inicia reestruturação de R$ 10 bilhões
Publicado 06/10/2025 • 21:26 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 06/10/2025 • 21:26 | Atualizado há 3 meses
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Divulgação/Intercement Brasil
InterCement
A InterCement Brasil S.A., subsidiária do grupo Mover (ex-Camargo Corrêa), teve seu plano de recuperação judicial aprovado por 99,66% dos credores em assembleia realizada nesta segunda-feira (6), em São Paulo. A decisão representa um passo decisivo na reestruturação de uma dívida estimada em cerca de R$ 10 bilhões e encerra uma das etapas mais complexas do processo iniciado em fevereiro.
O plano aprovado abrange todas as classes de credores e reflete acordos estruturais com instituições financeiras e investidores internacionais, segundo documento protocolado na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. O processo conta com a assessoria do banco Houlihan Lokey e do escritório E. Munhoz Advogados.
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Do total da dívida, os credores com garantia real receberão US$ 700 milhões (R$ 3,7 bilhões) provenientes da venda da subsidiária argentina Loma Negra, principal ativo internacional do grupo. O pagamento será feito por meio da emissão de US$ 500 milhões em títulos de participação atrelados à Loma Negra e de US$ 200 milhões em papéis conversíveis em ações da InterCement.
Dentro desse grupo de credores está o empresário Marcelo Mindlin, presidente da Pampa Energia, que detém cerca de 28% dos títulos vinculados à subsidiária argentina. A venda da Loma Negra deverá ocorrer por processo competitivo, com aprovação obrigatória dos bondholders, já que a InterCement controla 52% da operação na Argentina.
O grupo liderado por Mindlin adquiriu parte dos créditos originalmente detidos pelos bancos Itaú e Banco do Brasil, que tinham ações da Loma Negra como garantia.
Entre os demais credores, o plano prevê o pagamento de R$ 1,8 bilhão em títulos garantidos pela InterCement, com prazo de cinco anos e remuneração de CDI + 2% ao ano. O restante do passivo será convertido em participação acionária, equivalente a 72,5% do capital da companhia.
Além disso, credores que participarem de um novo financiamento de US$ 110 milhões terão direito a uma participação de 27,5% na empresa, como forma de reforçar o capital de giro e apoiar a continuidade operacional.
Paralelamente, a Mover, controladora da InterCement, também aprovou um plano para reestruturar cerca de R$ 15 bilhões em dívidas. O acordo prevê a venda da participação de 14,86% na Motiva (antiga CCR) para pagar R$ 3,2 bilhões de passivos junto ao Bradesco. Após a operação, a Mover deverá manter cerca de R$ 500 milhões provenientes da transação, encerrando um impasse que se arrastava nas negociações com credores.
A InterCement mantém operações no Brasil e na Argentina, com 15 unidades produtivas em nove estados brasileiros e aproximadamente 3.400 empregados. Na Argentina, a companhia controla 23 fábricas e 14 centrais de concreto por meio da Loma Negra, referência no setor de cimento no país.
Com a aprovação do plano, a empresa avança para a fase de implementação das medidas financeiras e reorganização societária, com o objetivo de restabelecer a liquidez e garantir a continuidade das operações.
Em nota à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia afirmou que continuará informando o mercado sobre o andamento do processo, em conformidade com a Resolução CVM 80.
Fevereiro de 2025 – A InterCement Brasil S.A. protocola pedido de recuperação judicial na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, visando reestruturar dívida consolidada superior a R$ 10 bilhões.
Julho de 2025 – A empresa apresenta seu plano de recuperação aos credores, incluindo medidas de conversão de dívida, venda de ativos e novos instrumentos de financiamento.
Outubro de 2025 – O plano é aprovado por 99,66% dos credores em assembleia geral.
Próximas etapas – Implementação das medidas previstas no plano, venda da Loma Negra e homologação judicial da aprovação.
Controle e operação – A companhia é controlada pela Mover Participações e mantém presença em nove estados brasileiros e na Argentina, por meio da Loma Negra, sua principal subsidiária no exterior.
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