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Dossiê Corporativo: recuperação judicial da Camargo Corrêa expõe credores no Brasil e no exterior
Publicado 26/06/2025 • 21:26 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 26/06/2025 • 21:26 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
A recuperação judicial do Grupo Mover, antiga Camargo Corrêa, avança em meio a disputas jurídicas em diferentes países e revela uma extensa lista de credores, com valores expressivos a receber. Documentos obtidos com exclusividade pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC mostram que o processo envolve milhares de contratos, alguns com dezenas ou centenas de créditos vinculados a uma única empresa.
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A assembleia de credores, inicialmente adiada, foi remarcada para o dia 3 de julho e deverá deliberar sobre o plano de recuperação apresentado pela holding, que propõe um deságio de até 60% nas dívidas, com condições específicas por classe de credores.
Na Argentina, representantes da antiga empreiteira estão entre os réus em um processo ligado aos desdobramentos da Operação Lava Jato, envolvendo obras públicas durante o governo de Cristina Kirchner. Já na Europa, a situação varia: a recuperação judicial foi reconhecida em tribunais nos Estados Unidos e na Espanha, enquanto na Holanda a empresa teve falência decretada em abril.
O plano prevê que credores com garantias reais recebam apenas R$ 0,05 por cada R$ 1,00 em espécie. O restante seria pago em títulos da Loma Negra, empresa argentina controlada pela Intercement, braço cimenteiro do Grupo Mover. A proposta inclui ainda diferentes formas de parcelamento, conforme o tipo de credor.
Especialistas alertam para o impacto sobre micro e pequenas empresas. Em muitos casos, fornecedores menores têm a empresa como principal cliente e, diante da inadimplência ou de condições severas, podem ser forçados a pedir também recuperação judicial, gerando um efeito em cadeia.
Mesmo que o plano seja aprovado pela maioria dos credores, seu cumprimento não é garantido. A supervisão judicial, prevista por dois anos após a homologação, permite que a falência seja decretada rapidamente em caso de descumprimento nesse período. Após esse prazo, os credores precisarão recorrer ao Judiciário de forma autônoma caso não recebam os valores acordados.
Procurado, o Grupo Mover não se manifestou sobre os questionamentos envolvendo a Intercement. Em nota, a divisão cimenteira afirmou que segue “empenhada na construção de soluções sustentáveis com foco na preservação das atividades, manutenção de empregos e pagamento ordenado de dívidas”.
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