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Ambipar informa redução da participação de Tércio Borlenghi e ações disparam 33%
Publicado 10/10/2025 • 11:09 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 10/10/2025 • 11:09 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Divulgação Linkedin e ambipar
CVM desconfia da Ambipar e exige acesso total às finanças na recuperação judicial
A Ambipar informou nesta sexta-feira (10) que o acionista controlador Tércio Borlenghi Júnior reduziu sua participação direta e indireta no capital total e votante da companhia, de 73,48% para 67,68%.
Segundo comunicado ao mercado, a redução decorre da excussão irregular de ações da empresa, realizada em desacordo com medida cautelar deferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ). O episódio está relacionado ao processo citado no Fato Relevante de 25 de setembro de 2025, quando a Justiça determinou o bloqueio das ações do controlador diante de indícios de movimentações irregulares.
Mesmo em meio à disputa judicial, o mercado reagiu positivamente à notícia. As ações da Ambipar (AMBP3) registravam alta de 33%, sendo negociadas a R$ 0,97, na manhã desta sexta-feira. O movimento ocorre após semanas de forte volatilidade, refletindo expectativa de reorganização societária e maior transparência nas operações da companhia.
De acordo com o documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a redução da participação de Borlenghi decorre da execução irregular de ações de sua titularidade, descumprindo decisão judicial vigente. A íntegra da correspondência do controlador foi anexada ao fato relevante divulgado ao mercado.
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O episódio está ligado ao processo citado no Fato Relevante de 25 de setembro de 2025, quando a Ambipar informou que a Justiça havia determinado o bloqueio de ações do controlador diante de indícios de movimentações irregulares. Na ocasião, o tribunal proibiu a transferência ou a utilização desses papéis como garantia.
Mesmo com a decisão judicial, parte das ações foi excutida por instituições financeiras, em operação que, segundo a companhia, descumpre a ordem do TJ-RJ. O movimento resultou na diminuição da fatia de controle detida por Borlenghi e levou a Ambipar a reforçar o monitoramento das alterações acionárias.
A íntegra da correspondência enviada pelo controlador foi anexada ao documento divulgado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), conforme prevê o artigo 12 da Resolução CVM nº 44/2021.
O episódio ocorre em meio a investigações sobre operações envolvendo ações da Ambipar, nas quais também foram identificadas movimentações da gestora Trustee e do empresário Nelson Tanure, conforme apurações recentes da CVM.
Tércio Borlenghi Júnior e seu filho, Guilherme Borlenghi, mantêm o controle da Ambipar com perfil discreto e gestão centralizada. Fundador da empresa em 1995, Tércio iniciou sua trajetória com a criação da Ambitec, voltada à gestão de resíduos, e construiu ao longo das décadas um conglomerado internacional no setor ambiental, com operações que vão da descontaminação de solos à resposta a emergências químicas.
Com mais de 70% das ações, ele e o filho concentram o poder de decisão e preservam o controle familiar sobre o grupo, mesmo mantendo distância dos holofotes e da imprensa.
O estilo de gestão de Tércio é marcado pela condução direta dos negócios e pela tomada de decisões rápidas, em conversas restritas com assessores e executivos próximos. Guilherme, que atua no conselho da companhia, participa das principais definições estratégicas e é visto como o sucessor natural do pai. A relação entre ambos molda a cultura corporativa da Ambipar, baseada em comando familiar e forte presença do dono nas decisões de alto nível.
Em janeiro de 2024, a empresa fez sua estreia nos mercados internacionais de dívida com a emissão de US$ 750 milhões em títulos verdes, operação que rendeu à Ambipar o prêmio de “Emissora de Dívida do Ano” pela revista LatinFinance. O sucesso foi seguido por um programa de recompra de ações que valorizou os papéis em mais de 1.000%, ampliando a fortuna de Tércio e consolidando sua presença entre os bilionários brasileiros.
Mas a virada veio em 2025. Após mudanças na governança e questionamentos sobre operações financeiras, os títulos da companhia despencaram 81%, sendo negociados a apenas 13 centavos de dólar. A CVM abriu investigações sobre irregularidades, o que fez agências de risco rebaixarem a nota da empresa.
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