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NBA retorna à China e donos de times dizem que Macau está mais vibrante do que nunca
Publicado 11/10/2025 • 19:44 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 11/10/2025 • 19:44 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
A NBA anunciou um novo acordo com o grupo Alibaba, nomeando a divisão de computação em nuvem da empresa como parceira oficial de inteligência artificial e nuvem da NBA China
Donos de equipes e lendas do basquete americano saudaram o retorno da NBA à China, destacando a energia e o entusiasmo que tomaram conta de Macau, a luxuosa região administrativa especial conhecida por seus cassinos e resorts. “Macau está fervendo como nunca”, disse Mario Ho, filho do magnata Stanley Ho e coproprietário do Boston Celtics, em entrevista ao programa The China Connection, da CNBC.
O retorno ocorre com dois jogos de pré-temporada entre Brooklyn Nets e Phoenix Suns, marcados para sexta-feira e domingo, no hotel The Venetian, em Macau.
Para os fãs chineses da NBA, a espera foi longa. Desde 2019, após a polêmica publicação de apoio aos protestos em Hong Kong por parte de um executivo dos Houston Rockets, a liga enfrentou uma espécie de congelamento nas relações com Pequim — o principal mercado internacional da NBA. Transmissões foram suspensas, acordos foram rompidos, e os jogos no país cessaram.
Agora, em um sinal de distensão política, a gigante de tecnologia Alibaba anunciou, na quinta-feira, uma parceria plurianual com a NBA para fornecer serviços de inteligência artificial e computação em nuvem no país. Joe Tsai, presidente do Alibaba e proprietário do Brooklyn Nets, afirmou estar “extremamente empolgado” por ver sua equipe ser a primeira a voltar à China para jogar.
“A NBA tem uma base enorme de fãs na China — são centenas de milhões. Mesmo quando não havia jogos aqui, as partidas continuaram sendo transmitidas, e a liga manteve o engajamento com os fãs nas redes sociais”, disse Tsai à CNBC.
Questionado sobre a preparação do time para a viagem, ele respondeu: “Para nós, não é necessária muita preparação. Sabe por quê? Porque temos uma mentalidade muito internacional.” Ele completou: “Somos um time internacional, e sempre que temos a chance de jogar fora dos EUA, nos colocamos à disposição. Para mim, pessoalmente, é emocionante voltar para casa e participar desse grande evento.”
Mario Ho reforçou o entusiasmo: “Todo mundo veio para ver os jogadores, ver as lendas. E acho que ninguém aguenta mais esperar pelos jogos.” Como empresário e coproprietário de uma das maiores franquias da NBA, ele também destacou o potencial comercial dessa retomada: “Agora, como coproprietário dos Celtics, meu objetivo é observar as oportunidades de negócio que isso representa para os times, interagir com os jogadores e sentir como eles estão. E, claramente, todos estão muito animados — os fãs também.”
Para Yao Ming, ícone do basquete chinês e ex-jogador do Houston Rockets, o retorno da NBA é uma chance de reconexão: “Estou muito animado para rever velhos amigos. Isso só foi possível graças ao apoio de muitas partes — tanto nos Estados Unidos quanto na China. Isso mostra o quanto as pessoas amam esse esporte.”

Perguntado sobre o que seria necessário para surgir um novo astro chinês na NBA, Yao respondeu com humor: “Boa pergunta. Posso reformular? A gente costuma seguir conselhos dos nossos pais? Nem tanto.” Ele concluiu: “A nova geração precisa encontrar seu próprio caminho. E eu quero estar ali, na lateral, torcendo por eles e ajudando quando precisarem. Esse será meu papel.”
Em março, o Boston Celtics — maior campeão da história da NBA e atual detentor do título — foi adquirido pelo empresário Bill Chisholm, fundador e CEO do conglomerado de investimentos Symphony Technology Group. O valor da transação impressiona: US$ 6,1 bilhões (cerca de R$ 34,5 bilhões), estabelecendo o maior negócio já registrado no esporte americano.
Natural de Georgetown, cidade localizada a pouco mais de 45 km de Boston, Chisholm sempre foi um entusiasta do esporte e torcedor apaixonado pelos Celtics. A compra representa não apenas um investimento bilionário, mas também a realização de um sonho pessoal. A negociação marca o fim de uma era para a família Grousbeck, que comandava a franquia desde 2002.
Desde 2019, a NBA não realizava partidas na China, após uma crise diplomática e comercial desencadeada por uma publicação de Daryl Morey, então gerente-geral do Houston Rockets, em apoio aos protestos pró-democracia em Hong Kong. A manifestação provocou forte reação do governo chinês, resultando na suspensão das transmissões dos jogos no país, na retirada de patrocinadores e no cancelamento de partidas de pré-temporada.
Em 2021, a própria liga admitiu que o episódio gerou um prejuízo estimado em US$ 200 milhões em receitas na China — mercado estratégico para a expansão global da NBA. A tensão aumentou depois que a organização se recusou a punir Morey ou a atender à exigência das autoridades chinesas por sua demissão.
Na última quinta-feira (09), a NBA anunciou um novo acordo com o grupo Alibaba, nomeando a divisão de computação em nuvem da empresa como parceira oficial de inteligência artificial e nuvem da NBA China. A aliança marca a retomada de uma colaboração anterior e prevê, entre outras iniciativas, uma seção exclusiva da liga nas plataformas digitais do Alibaba, onde fãs poderão acessar conteúdos exclusivos e adquirir produtos oficiais.
A renovação da parceria destaca a estratégia da NBA de reforçar sua presença no mercado chinês e explorar novas formas de engajamento digital. Um detalhe simbólico desse movimento é o envolvimento de Joe Tsai, presidente do Alibaba e proprietário do Brooklyn Nets, ilustrando como os laços entre o mundo dos negócios e o basquete têm papel central nesse processo de reconexão com o público chinês.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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