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O futuro da produção de ovos: como a tecnologia de sexagem pode transformar a cadeia produtiva
Publicado 17/10/2025 • 08:37 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 17/10/2025 • 08:37 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Uma tecnologia desenvolvida para identificar o sexo do embrião ainda dentro do ovo está ganhando espaço na cadeia de produção de ovos. Além de responder a pressões sociais por práticas mais sustentáveis e éticas, a sexagem in-ovo tem potencial para reorganizar etapas produtivas, influenciar decisões de compra e reduzir impactos ambientais. Países da União Europeia e os Estados Unidos já avançam nessa direção, e o Brasil começa a seguir o mesmo caminho.
A sexagem in-ovo identifica o sexo do embrião ainda dentro do ovo, durante a incubação. O objetivo é evitar o abate de pintinhos machos recém-nascidos, prática comum na produção de ovos voltada para postura, onde os machos não têm uso econômico.
Na União Europeia, cerca de 28% das galinhas poedeiras já vêm de lotes sexados in-ovo. Nos Estados Unidos, a expectativa é de crescimento da técnica, especialmente em nichos de mercado preocupados com bem-estar animal.
No Brasil, empresas como a Raiar já utilizam a tecnologia. Iniciativas regulatórias também buscam proibir o abate de pintinhos machos, o que pode acelerar a adoção.
Uma pesquisa da Innovate Animal Ag, feita com 1.553 consumidores em dezembro de 2024, mostra que 79% têm interesse em comprar ovos produzidos com sexagem in-ovo. Além disso, 76% aceitariam pagar, em média, R$ 3,87 a mais por dúzia.
Antes do levantamento, 86% desconheciam a tecnologia. Mesmo assim, 72% acreditam que a indústria deveria adotá-la para substituir o abate de pintinhos machos. Os dados apontam para um potencial de mercado alinhado ao consumo consciente e às preocupações com bem-estar animal.
Para os produtores, a adoção da sexagem in-ovo implica investimentos em equipamentos e treinamento para identificar embriões com rapidez e precisão. O processo eleva os custos operacionais, mas reduz perdas associadas ao abate e amplia o acesso a mercados que valorizam práticas sustentáveis.
A técnica também pode reorganizar a cadeia produtiva ao alterar sistemas de incubação e distribuição, promovendo mudanças estruturais de longo prazo.
A sexagem in-ovo evita a morte de pintinhos machos, reduzindo uso de recursos naturais na criação avícola. A prática contribui para diminuir a pegada ambiental da produção de ovos e pode apoiar políticas públicas voltadas à sustentabilidade no campo.
Com o avanço tecnológico e maior aceitação pelo mercado, a expectativa é que a técnica se torne padrão no setor. Isso traria impactos combinados sobre produtividade, consumo e meio ambiente.
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