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Heineken tem queda global de vendas de cerveja no 3º trimestre, mas aposta em marcas premium
Publicado 22/10/2025 • 08:01 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 22/10/2025 • 08:01 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A cervejeira Heineken reportou leve queda na receita líquida do terceiro trimestre de 2025, reflexo da volatilidade macroeconômica e das diferenças regionais no sentimento do consumidor.
A receita líquida caiu 0,3% organicamente, para 7,3 bilhões de euros (US$ 8,4 bilhões), enquanto o volume global de cerveja recuou 4,3%, incluindo uma queda de 2,2% no segmento premium.
Já a receita líquida por hectolitro subiu 3,6%, refletindo o foco da empresa em produtos de maior valor agregado. No acumulado do ano, a receita líquida cresceu 1,3% organicamente.
Mesmo com um cenário desafiador, as ações da empresa subiam 1,64% na bolsa de Amsterdã, sinalizando confiança dos investidores na estratégia de premiumização e transformação digital.
Segundo a companhia, o trimestre foi marcado por um ambiente econômico mais instável e baixo consumo na Europa, com destaque negativo para a Polônia. Ainda assim, a Heineken destacou bom desempenho em mercados emergentes como Etiópia e Vietnã, que compensaram parte da fraqueza registrada nas regiões europeia e americana.
A empresa reafirmou que o crescimento do lucro operacional orgânico deve ficar próximo a 4%, conforme previsto para 2025. A companhia também reforçou o compromisso de seguir investindo em eficiência, digitalização e expansão de marcas premium, como Heineken Silver, que cresceu mais de 20% no trimestre.
O CFO Harold van den Broek destacou que “o terceiro trimestre foi desafiador, com a persistência da volatilidade macroeconômica”, mas classificou as dificuldades nas Américas como cíclicas e disse que a companhia segue fortalecendo sua infraestrutura digital e plataformas B2B.
A Heineken ressaltou que espera queda modesta de volume no restante de 2025, mas mantém projeção de crescimento do lucro operacional orgânico dentro da faixa indicada. A empresa citou como riscos a fraqueza do consumo na Europa, a competição acirrada em mercados como Brasil e México, e possíveis impactos regulatórios e logísticos na cadeia de suprimentos.
Ainda assim, o comunicado da diretoria reforçou a confiança no plano estratégico. A companhia vê a premiumização e a digitalização de vendas como os principais vetores de crescimento no longo prazo, sustentando o otimismo do mercado mesmo diante de um trimestre de resultados mistos.
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