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CNI: 77% das indústrias aumentariam investimentos se taxa de juros caísse, aponta pesquisa
Publicado 05/11/2025 • 15:57 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 05/11/2025 • 15:57 | Atualizado há 3 meses
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José Cruz/Agência Brasil
Notas de dinheiro
Se a taxa básica de juros do País, a Selic, caísse de forma expressiva, 77% das empresas industriais do País aumentariam os investimentos nos próximos dois anos. Isso é o que aponta pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) à Nexus.
O levantamento, que ouviu 1.000 executivos da indústria, mostra o impacto direto dos juros altos sobre a economia brasileira. A margem de erro da pesquisa é de três pontos porcentuais e intervalo de confiança de 95%.
“A decisão do Copom de manter a Selic em 15% ao ano é mais um duro golpe na economia e na competitividade da indústria brasileira”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.
A avaliação do presidente da CNI é de que não há justificativa técnica para manter a Selic em patamar tão elevado. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncia nesta quarta-feira, 05, sua decisão sobre a taxa Selic. Segundo o Projeções Broadcast, a ampla maioria do mercado (60 de 65 instituições) espera que os juros fiquem estacionados em 15% até o final do ano.
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O levantamento da CNI também mostra a preocupação dos empresários com o Custo Brasil, e a taxa de juros é um dos principais componentes desse custo. Para 60% dos executivos industriais, deveria ser a principal prioridade do País reduzir o Custo Brasil. Para outros 18%, essa seria a segunda prioridade.
De acordo com a pesquisa, 81% dos industriais afirmam que o Custo Brasil eleva os preços finais ao consumidor. Desses, 55% acreditam que o aumento é muito significativo, 22%, razoável; e apenas 4% veem impacto pequeno.
“É esse o preço que toda a sociedade paga por uma política de juros equivocada“, afirma Alban. “Com os preços controlados e o investimento em queda, manter a Selic em 15% ao ano impede o Brasil de crescer. Não se trata apenas de prejudicar as empresas, mas de afetar milhões de brasileiros — sobretudo os de menor renda — que ficam sem acesso ao crédito e, portanto, sem capacidade de consumo”.
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