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CNI aponta que faturamento da indústria caiu 1,3% em setembro
Publicado 07/11/2025 • 11:31 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 07/11/2025 • 11:31 | Atualizado há 5 meses
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Agência Brasil/EBC
Foto de Indústria
O faturamento real da indústria brasileira caiu 1,3% em setembro na comparação com agosto, segundo os Indicadores Industriais divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira (7). Em agosto, o recuo havia sido de 5,2%, o que confirma a tendência de desaceleração do setor.
De acordo com a CNI, a perda de dinamismo vem desde o início do segundo semestre de 2025 e atinge a indústria de transformação, responsável pela maior parte da atividade industrial do país.
“A demanda doméstica por bens industriais cresceu ao longo de 2024, mas perdeu força este ano. Isso se deve tanto aos efeitos dos juros sobre o crédito, que ficou mais caro e de mais difícil acesso aos consumidores, como também à penetração de produtos importados, que têm capturado parte relevante do mercado nacional”, explica Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI.
Mesmo com a retração recente, o faturamento acumulado de janeiro a setembro ainda apresenta crescimento de 2,1% frente ao mesmo período de 2024.
O emprego industrial também registrou queda de 0,2% em setembro, encerrando um período de estabilidade que durou de maio a agosto. Ainda assim, o indicador acumula alta de 2% no ano, em relação aos nove primeiros meses de 2024.
A massa salarial real caiu 0,5% entre agosto e setembro, e o rendimento médio dos trabalhadores permaneceu estável no mês, mas acumula retração de 4,4% em 2025.
“O emprego acompanha a queda de desempenho da indústria de transformação”, destaca Nocko.
Outro ponto de atenção é a Utilização da Capacidade Instalada (UCI), que caiu de 78,3% para 77,9% entre agosto e setembro, segundo o levantamento. O patamar é 2,1 pontos percentuais menor do que o observado no mesmo mês de 2024 e representa o nível mais baixo do ano.
As horas trabalhadas na produção permaneceram estáveis, com leve alta de 0,1%, acumulando crescimento de 1,3% entre janeiro e setembro.
Apesar da piora recente, o desempenho acumulado de 2025 segue positivo para alguns indicadores, o que sugere resiliência do setor mesmo diante do crédito restrito e da concorrência de importados.
A CNI reforça que o cenário exige atenção, mas não indica retração estrutural da indústria. Segundo o relatório, o emprego, o faturamento e as horas trabalhadas ainda mostram ganhos no acumulado do ano, enquanto massa salarial e rendimento médio seguem em queda.
“O comportamento negativo em setembro reforça que o segundo semestre tem sido desafiador para a indústria, mas o saldo de 2025 permanece positivo”, conclui Nocko.
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