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Nvidia reforça demanda por IA, mas dúvidas sobre bolha seguem no radar
Publicado 22/11/2025 • 07:55 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 22/11/2025 • 07:55 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Jensen Huang, cofundador e CEO da Nvidia Corp., durante a cerimônia de abertura da fábrica Tan Ke da Siliconware Precision Industries Co. (SPIL) em Taichung, Taiwan, na quinta-feira, 16 de janeiro de 2025.
Os resultados da Nvidia divulgados na quarta-feira enviaram um novo sinal de força na demanda global por infraestrutura de inteligência artificial, reforçando o investimento de grandes empresas de tecnologia em capacidade de computação. A reação renovou o otimismo sobre o setor, mas não dissipou o debate sobre uma possível bolha de IA.
Nas últimas semanas, cresceu o temor de que os investimentos bilionários das gigantes de tecnologia pudessem superar a capacidade de retorno no curto prazo. Nesse cenário, o balanço da Nvidia — considerado por muitos como o termômetro mais relevante do ciclo de IA — trouxe alívio, mas não encerrou a discussão.
Gil Luria, chefe de pesquisa em tecnologia da D.A. Davidson, disse à CNBC que o mercado não precisava se preocupar com a Nvidia em si. “A preocupação não está na Nvidia. O risco está nas empresas que estão tomando muita dívida para construir data centers”, afirmou.
As principais clientes da companhia — Microsoft, Amazon, Google e Meta — já haviam sinalizado aceleração dos investimentos em chips de IA, movimento que apareceu claramente no resultado da fabricante americana. O apetite também impulsionou ações de fornecedores asiáticos nesta quinta-feira.
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A Nvidia domina o mercado de chips avançados e seu software integrado é peça central nos data centers que treinam e executam serviços de IA. Esses centros de computação, operados por hyperscalers e empresas especializadas, têm sido financiados em grande parte por endividamento.
“Os resultados eliminam qualquer dúvida sobre a Nvidia, mas não encerram o alerta sobre empresas que emprestam ou tomam dinheiro para erguer data centers”, disse Luria. Segundo ele, trata-se de um investimento inerentemente especulativo, com chance de enfrentar ajustes quando a capacidade global estiver saturada, em dois ou três anos.
Apesar disso, o analista avalia que a Nvidia seguirá vendendo chips, independentemente das revisões no setor.
Billy Toh, chefe regional de pesquisa da CGS International Securities, reforçou à CNBC que o desempenho da Nvidia é um sinal da demanda por infraestrutura, mas não determina se o mercado de IA está se tornando financeiramente sustentável.
“Para entender a estabilidade do setor, é mais relevante observar a adoção real de serviços de IA em empresas como Microsoft, Adobe e outras plataformas corporativas”, disse Toh. “É ali que a receita recorrente mostra se o boom tem fundamento.”
Além da dívida dos hyperscalers, outro ponto de pressão vem do modelo de negócios das empresas que desenvolvem sistemas de IA generativa. Organizações como a OpenAI ainda exibem receitas tímidas diante dos gastos elevados, o que alimenta a cautela de parte dos investidores.
Mesmo assim, esses desafios não atingem a Nvidia. A companhia é vista como a forma mais segura de se expor ao setor, por controlar os chips mais avançados utilizados em nuvem, governos e plataformas corporativas.
Para Rolf Bulk, analista da New Street Research, o resultado da Nvidia tende a reduzir o barulho sobre uma bolha no curto prazo. “É um sinal de que hyperscalers esperam que a demanda por computação continue crescendo em 2026 e além”, afirmou.
Ele destaca que a procura por capacidade de IA ainda supera a oferta global, com empresas como OpenAI, Anthropic, Amazon e Google relatando pedidos acima do que conseguem atender.
Esse ambiente alimenta a visão mais otimista. Ray Wang, presidente da Constellation Research, afirmou que “isso não é uma bolha; é só o começo”, citando US$ 500 bilhões em pedidos da Nvidia até 2026.
Dan Ives, da Wedbush Securities, compartilha a mesma leitura. Para ele, os resultados representam “uma confirmação de que não há bolha de IA, e sim os primeiros passos de uma nova revolução”.
O próprio CEO da Nvidia, Jensen Huang, negou qualquer sinal de euforia excessiva. “Há muito debate sobre bolha de IA. Do nosso ponto de vista, vemos algo bem diferente”, afirmou na teleconferência de resultados.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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