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Grupo Mateus: ‘não houve erro contábil nos estoques mas uma revisão técnica’
Publicado 24/11/2025 • 16:31 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 24/11/2025 • 16:31 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
O Grupo Mateus negou ter cometido erro contábil na valorização dos estoques, ponto que ajudou a derrubar as ações da companhia em quase 25% na última semana. Em resposta à CVM, a empresa afirmou que as informações mencionadas pela imprensa já estavam detalhadas na divulgação de resultados do terceiro trimestre.
Segundo o Grupo Mateus, a reportagem tratou de dados apresentados no 3º ITR de 2025, no release de resultados e na apresentação a investidores feita em 14 de novembro. Na comunicação ao mercado, a companhia explicou que realizou uma revisão contábil ligada ao aprimoramento de controles internos, políticas de custeio e integração de sistemas. O processo levou à reapresentação de saldos comparativos de 2023 e 2024, conforme determina o CPC 23.
O Mateus afirmou que a atualização ocorreu em meio à expansão acelerada do grupo, ao aumento da complexidade tributária com a entrada em novos estados do Nordeste e à diversidade de formatos operacionais, que incluem centros de distribuição, atacado, atacarejo, supermercados, lojas de eletro e e-commerce.
Esse cenário, segundo a empresa, justificou a adoção de um novo sistema de controle de custos, mais integrado e automatizado, capaz de oferecer maior rastreabilidade e consistência. A mudança exigiu a reapresentação de dados para manter comparabilidade entre exercícios. Embora o ajuste total citado na imprensa chegue a R$ 1,1 bilhão, o Mateus afirma que o impacto específico de 2024 é de cerca de R$ 94 milhões, conforme a Nota Explicativa nº 3.1.
O Grupo Mateus também rejeitou qualquer relação entre os ajustes contábeis e eventuais ineficiências de inventário. Segundo a companhia, os temas são distintos.
Durante a apresentação de resultados, a administração citou episódios de furtos e desvios em unidades, mas apenas como exemplo de mudanças operacionais, como maior frequência de inventários físicos e revisão de procedimentos — sem conexão com a revisão contábil.
O Mateus disse desconhecer a origem das hipóteses mencionadas pela reportagem, atribuídas a “atacadistas”, sobre possíveis erros no cálculo de impostos de entrada ou em bonificações da indústria. Para o grupo, tais conjecturas refletem percepções genéricas sobre o setor e não condizem com suas práticas.
A empresa reforça que o novo sistema de custeio proporciona:
A CVM também questionou por que o tema não foi comunicado via Fato Relevante. O Grupo Mateus respondeu que o impacto líquido da revisão — R$ 731,2 milhões, equivalente a 3,8% do ativo total de R$ 19 bilhões — não alterou caixa, patrimônio ou covenants de dívidas.
Com o patrimônio líquido mantido próximo de R$ 10,2 bilhões e os números devidamente detalhados no 3º ITR/25, a administração concluiu que não havia necessidade de divulgação adicional ao mercado.
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