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Ibovespa oscila com incerteza externa e dólar recua para R$ 4,94 – mínima em dois anos
Publicado 23/04/2026 • 11:22 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 23/04/2026 • 11:22 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Quote Inspector
O Ibovespa abriu em alta nesta quinta-feira (23), mas perdeu força ao longo da manhã e passou a oscilar próximo da estabilidade, com viés de queda. O movimento ocorre após recuo de 1,65% na véspera.
Ao mesmo tempo, o dólar à vista opera em queda frente ao real. Por volta das 12h43 (horário de Brasília), a moeda recuava cerca de 0,39%, cotada a R$ 4,94, renovando mínimas em mais de dois anos.
No mesmo horário, o principal índice da bolsa caía 0,30%, aos 192.320 pontos, revertendo o sinal positivo da abertura.
O noticiário internacional segue no radar. A prorrogação do cessar-fogo pelo governo dos Estados Unidos trouxe alívio momentâneo, mas não afastou a percepção de risco.
O Estreito de Ormuz continua como ponto de atenção. Bloqueios marítimos e interceptações de petroleiros ampliam preocupações com logística global e oferta de energia.
Por outro lado, investidores acompanham a divulgação de resultados das grandes empresas de tecnologia nos Estados Unidos.
Esses balanços tendem a influenciar o humor global, com reflexos sobre ativos de risco em mercados emergentes, incluindo o Ibovespa.
Enquanto isso, o dólar mantém trajetória de queda. A moeda se aproxima do menor nível desde março de 2024.
O recuo ocorre em meio a fluxo externo e ajustes de posição, com impacto direto sobre empresas exportadoras e ativos atrelados ao câmbio.
Para o economista André Perfeito, da Garantia Capital, o movimento recente do câmbio reflete uma mudança na percepção dos investidores internacionais.
“O dólar cai mais uma vez contra o real”, afirmou. Perfeito afirma que a tese do chamado “WO” passou a dominar a narrativa de mercado. Ele cita que instituições como Bank of America e Goldman Sachs passaram a enxergar o Brasil como uma alternativa relevante entre emergentes.
Apesar disso, o economista recomenda cautela. “Não é comum nem razoável supor uma apreciação linear”, disse. Na avaliação dele, o movimento atual tem características de fluxo especulativo favorável ao real.
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Seguir no GooglePerfeito aponta que o país se beneficia de fatores como estabilidade geopolítica relativa e saldo comercial. Ainda assim, ressalta que o cenário global segue sem previsibilidade clara.
Sobre política monetária, ele avalia que o Banco Central tende a evitar cortes intensos de juros no curto prazo, diante da alta das expectativas de inflação. No entanto, afirma que a manutenção de um real valorizado pode levar a ajustes mais fortes na taxa básica ao longo do tempo.
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