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Cedro Mineração avança com projeto de porto próprio e parceria em compra de concorrente
Publicado 25/11/2025 • 13:42 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 25/11/2025 • 13:42 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A Cedro Mineração planeja ampliar sua produção anual de minério de ferro para 20 milhões de toneladas até 2030, ao mesmo tempo em que avança nos investimentos para erguer um terminal portuário próprio no Sudeste. Hoje, a companhia opera com cerca de 7 milhões de toneladas e trabalha para destravar o maior ciclo de expansão desde sua criação.
Para efeitos de comparação, a Vale pretende produzir entre 325 e 335 milhões de toneladas de minério de ferro em 2025. As informações detalhadas foram dadas por José Carlos Martins, conselheiro da Cedro e ex-executivo da Vale, em entrevista à BNamericas, que originou esta reportagem.
Martins afirmou que a ambição da Cedro está apoiada na demanda global estável do aço, que consome cerca de 1,5 bilhão de toneladas anuais de minério de ferro como insumo principal. Por isso, a empresa vê espaço para acelerar projetos e atender a novos clientes, mesmo em mercados mais competitivos.
Segundo ele, para cada bloco adicional de 5 milhões de toneladas que a Cedro pretende adicionar à produção, serão necessários cerca de US$ 700 milhões em investimentos. A empresa financiou seu crescimento até agora com recursos próprios, mas Martins diz que a fase seguinte exigirá novos investidores. A companhia está sem dívidas, mas avalia que apenas capital próprio não será suficiente para sustentar a expansão planejada.
O conselheiro vê pouco espaço no mercado de capitais brasileiro para apoiar projetos da indústria de mineração. Ele avalia que as mineradoras listadas na bolsa negociam com múltiplos considerados baixos e enfrentam desconfiança ligada a fatores como questões ambientais, juros altos e incertezas regulatórias. Por isso, descarta uma abertura de capital e afirma que a estratégia mais realista é buscar parceiros estratégicos que tenham interesse direto no minério, combinando aportes privados com linhas de fundos de desenvolvimento.
O executivo também comentou o avanço do projeto do terminal portuário ITG-02, localizado no porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro. A Cedro venceu o leilão para arrendamento e construção da área no fim de 2024, em um contrato de 35 anos que prevê R$ 3,53 bilhões em investimentos. Segundo Martins, as obras devem começar entre março e abril de 2026.
Parte da engenharia detalhada já está contratada, assim como estudos de geotecnia e marés, mas a escolha da empresa que liderará a engenharia principal ainda não foi concluída. Ele afirma que o projeto já conta com financiamento do Fundo da Marinha Mercante e que a Cedro negocia a entrada de sócios estratégicos, incluindo tradings interessadas em longo prazo.
O terminal é considerado essencial para elevar a competitividade logística da Cedro. Hoje, a empresa depende de portos de terceiros, o que aumenta custos e limita a flexibilidade na contratação de navios. Com um ativo próprio, a companhia espera melhorar margens e garantir capacidade em um momento de crescimento acelerado.
Martins também abordou a negociação para compra da Bahia Mineração (Bamin) por um consórcio formado por Cedro, Vale e BNDES. Ele diz que o modelo atual prevê participação de 30% para a Cedro, 50% para a Vale e 20% para o BNDES, mas admite que a operação depende exclusivamente de um movimento da Vale. “Se a Vale não avançar, não temos como seguir sozinhos”, afirmou.
Na avaliação do executivo, o Brasil enfrenta desafios relevantes para competir em elos mais sofisticados da cadeia de minerais críticos, especialmente no caso de terras raras. Ele destaca que a produção mineral é a etapa simples; a parte complexa é a concentração e purificação, dominadas pela China.
Mesmo com investimentos bilionários, países como Estados Unidos e os da Europa não conseguiram desenvolver tecnologia capaz de concorrer com os chineses. A mineradora brasileira Serra Verde, citada por ele como caso relevante, destina praticamente toda sua produção ao mercado chinês.
Por fim, Martins afirmou que o avanço brasileiro nessa cadeia depende de maior envolvimento do governo, investimento acadêmico e desenvolvimento industrial — algo que exige décadas. Para ele, o país teria mais chances de evoluir na cadeia do lítio do que nas terras raras. Ele cita a CBL (Companhia Brasileira de Lítio), que domina etapas até o carbonato de lítio, como um exemplo concreto de capacidade instalada. Apesar da recente volatilidade nos preços, Martins vê o lítio como um insumo crucial no longo prazo para baterias, com demanda crescente mesmo após ajustes de mercado.
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