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Mais empresas podem quebrar até 2026; relatório aponta três razões principais
Publicado 10/03/2026 • 00:31 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 10/03/2026 • 00:31 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Foto: Freepik
Mais empresas podem quebrar até 2026; relatório aponta três razões principais
A vida financeira das empresas depende de diversos fatores comerciais e do mercado internacional, para também manter o funcionamento dentro da normalidade. Entretanto, nos últimos anos, a redução na demanda e até o aumento nos juros são responsáveis por diversos fechamentos e incertezas futuras envolvendo marcas globais.
Um estudo realizado pela Allianz Trade aponta que o número de falências empresariais deve continuar crescendo no mundo até pelo menos 2026. O cenário atual reflete um ambiente econômico ainda pressionado, com dificuldades financeiras persistentes para empresas em diversos setores e regiões.
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De acordo com a Allianz, as insolvências empresariais devem continuar em trajetória de alta nos próximos dois anos. Após um avanço de 10% em 2024, a previsão é de que os casos aumentem 6% em 2025 e mais 3% em 2026, o que configuraria cinco anos seguidos de crescimento nas falências corporativas, no período entre 2022 e 2026.
A pesquisa destaca que a combinação de juros elevados, incerteza econômica e crescimento fraco da demanda tem criado um ambiente mais difícil para negócios, especialmente aqueles que já operam com margens apertadas ou grande volume de dívida.
Um dos principais motivos apontados pelo relatório é o impacto das taxas de juros ainda elevadas nas economias ao redor do mundo. O processo de redução dessas taxas pode ocorrer mais lentamente do que o esperado, o que mantém o custo de crédito alto para empresas que precisam refinanciar dívidas ou captar recursos para manter as operações normalizadas.
Com crédito mais caro e restrições de acesso ao capital, muitas empresas enfrentam dificuldades para manter o fluxo de caixa, o que aumenta o risco de insolvência nos próximos anos.
No ano passado, as insolvências globais registraram alta de 10%, superior ao crescimento de 7% observado em 2023, encerrando o período 12% acima da média registrada entre 2016 e 2019. O aumento foi observado em quatro de cada cinco países analisados, e na maioria deles o avanço no número de falências empresariais ocorreu em dois dígitos.
Esse fator também explica o motivo de tantas falências e fechamento de empresas ao redor do mundo.
Outro fator importante citado pela Allianz Trade é a incerteza econômica global, que continua afetando decisões de investimento e planejamento das empresas. Tensões geopolíticas, mudanças no comércio internacional e instabilidade econômica contribuem para um ambiente de negócios mais imprevisível.
Esse cenário reduz a confiança empresarial e pode levar companhias a adiar projetos, cortar investimentos ou enfrentar dificuldades financeiras quando as condições do mercado se mantêm mais desafiadoras.
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Além dos motivos citados acima, o mercado financeiro e empresarial também sofre com tensões geopolíticas que afetam diretamente o andamento das empresas. No caso mais recente, as tensões no Oriente Médio afetaram e seguem afetando empresas de segmentos diferentes.
No caso das companhias aéreas que utilizam a rota como base das viagens, como Emirates e Qatar, os bombardeios no local resultaram em diversos cancelamentos de voos das empresas. Apesar de se tratar de uma medida de segurança, o adiamento das viagens afeta diretamente a parte econômica da companhia, que, além de reembolsar os valores, também mantém as aeronaves paradas.
Entretanto, as empresas que mais sentem os conflitos atuais são as que atuam no segmento de combustível e gás natural. A escalada dos conflitos resultou no fechamento do Estreito de Ormuz, principal rota destes materiais que mantém o abastecimento global. O bloqueio da passagem resulta na escassez do material e no aumento do preço dos produtos fabricados.
Com isso, diversos fatores globais ditam o andamento das empresas e como a saúde financeira e estrutural será mantida. Até lá, é esperado que as companhias reforcem as estratégias financeiras e gestão de risco para enfrentar um período prolongado de pressão econômica global.
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