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Ipsos: Brasileiros estão mais otimistas com economia, mas juros são principal preocupação
Publicado 25/11/2025 • 11:03 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 25/11/2025 • 11:03 | Atualizado há 3 semanas
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Ipsos: Brasileiros estão mais otimistas com economia, mas juros é principal preocupação
O levantamento “Monitor do Custo de Vida 2025”, divulgado pela Ipsos, mostra que os brasileiros combinam otimismo com cautela ao avaliar sua situação financeira. A percepção atual segue pressionada, mas as expectativas para 2026 avançam. A pesquisa ouviu moradores de 30 países e captou um sentimento de contraste no Brasil.
Atualmente, 35% dos brasileiros dizem estar em situação financeira difícil ou muito difícil, acima da média global de 27%. Outros 8% afirmam viver confortavelmente, 26% se consideram em situação estável e 28% dizem estar “se virando como podem”. No comparativo internacional, Holanda, Suécia e Reino Unido concentram os maiores índices de conforto financeiro, enquanto a Argentina lidera o lado oposto, com 57% relatando dificuldade.
Mesmo com um quadro pressionado no presente, as expectativas para o futuro são mais positivas. Cerca de 35% dos brasileiros acreditam que sua renda aumentará no próximo ano, acima da média mundial de 29%. Já 39% esperam melhora no padrão de vida, também acima da média global (30%). O Brasil aparece entre os oito países mais otimistas do ranking.

O otimismo, porém, convive com sinais de desconfiança em relação ao cenário macroeconômico. Para 36% dos brasileiros, o país está em recessão, três pontos acima da edição anterior da pesquisa. A carga tributária também entra no radar: 68% afirmam esperar aumento de impostos nos próximos meses, bem acima da média global.
A preocupação com a política monetária é ainda mais evidente. Segundo o estudo, 66% preveem alta dos juros — o segundo maior índice do levantamento, atrás apenas da África do Sul. Para 79% dos entrevistados no Brasil, as taxas de juros são o fator que mais pressiona o custo de vida, seguidas pelo cenário econômico global (73%) e pelas políticas do governo (72%).
A inflação segue como um dos principais pontos de atenção: 65% dos brasileiros acreditam que ela vai aumentar, um pouco abaixo da média global de 68%. Na avaliação da Ipsos, a percepção de alta do custo de vida continua elevada, mas o Brasil aparece em posição menos sensível do que outros mercados analisados.
Em relação às despesas familiares, 64% acreditam que os custos com alimentação vão subir, e 61% esperam aumento nas contas de energia e gás. Em todos esses itens, o Brasil fica abaixo da média global, embora o sentimento de pressão continue alto.

Para Marcos Calliari, CEO da Ipsos Brasil, os dados explicam um descompasso entre experiência atual e expectativa futura. “De um lado, 35% dizem estar em situação financeira difícil, um índice bem acima da média global, e a maioria segue apreensiva com fatores imediatos, como juros e impostos. De outro, quando projetam o próximo ano, aparecem entre os mais otimistas do mundo”, afirma.
Calliari destaca que a pesquisa mede percepções, não indicadores macroeconômicos. “O brasileiro identifica sinais de melhora estrutural e acredita na própria capacidade de recuperação. O país reconhece a pressão do agora, mas enxerga espaço para avançar no médio prazo”, observa.
Segundo o executivo, duas particularidades diferenciam o Brasil: a importância dada às taxas de juros — entre as maiores do mundo — e a preocupação com aumento de impostos. Essas duas variáveis, afirma, explicam boa parte da tensão entre otimismo e cautela captada pela pesquisa.

A Ipsos entrevistou 23.772 adultos entre 22 de agosto e 5 de setembro de 2025, em 30 países. No Brasil, foram ouvidas cerca de 1.000 pessoas. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.
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