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Suíça rejeita imposto sobre grandes heranças para financiar ação climática
Publicado 30/11/2025 • 14:07 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 30/11/2025 • 14:07 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Bandeira da Suiça
Unsplash
Eleitores da Suíça rejeitaram amplamente neste domingo (30) uma proposta que criaria um imposto sobre grandes heranças destinado a financiar políticas de combate às mudanças climáticas.
Projeções divulgadas após o fechamento das urnas indicam que 79% dos votantes disseram “não” à iniciativa, apresentada pela ala jovem do Partido Socialista.
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O plano previa a cobrança de um imposto de 50% sobre patrimônios acima de 50 milhões de francos suíços (cerca de US$ 63 milhões), afetando aproximadamente 2.500 famílias.
A arrecadação estimada era de 6 bilhões de francos por ano, que seriam direcionados à renovação energética de edifícios, expansão de transporte público e investimentos em energias renováveis.
O debate em torno do imposto sobre grandes heranças mobilizou partidos e entidades empresariais nas últimas semanas. Adversários da proposta afirmaram que a medida poderia levar indivíduos de alta renda a deixar o país, reduzindo investimentos e prejudicando a competitividade da economia suíça.
Havia também preocupação com sucessões de empresas familiares, que poderiam enfrentar dificuldades financeiras em casos de transmissão patrimonial. “A população entendeu que tomar 50% de uma herança não seria um imposto, mas uma apropriação pelo Estado”, disse a parlamentar liberal Johanna Gapany à emissora RTS.
O governo e o Parlamento recomendaram rejeição, argumentando que o modelo atual de arrecadação já financia parte importante da agenda climática e que uma tributação dessa escala criaria insegurança jurídica.
A ala jovem do Partido Socialista, autora da proposta, afirmou após a divulgação das projeções que o país perdeu uma oportunidade de financiar a transição climática com recursos concentrados no topo da pirâmide patrimonial. Para Clarence Chollet, parlamentar dos Verdes, o resultado representa “uma má notícia para a proteção do clima”.
Chollet criticou a desproporção na campanha, marcada por forte mobilização de grupos contrários ao novo imposto. “Foi uma luta de David contra Golias”, disse, apontando para os recursos milionários usados para combater a iniciativa.
Mesmo derrotada, a discussão sobre como financiar a transição energética deve continuar. A Suíça enfrenta pressões para acelerar investimentos em infraestrutura verde, reduzir emissões e modernizar edifícios antigos — temas já presentes em votações recentes.
Para os defensores do imposto sobre grandes heranças, o resultado mostra resistência inicial, mas não encerra o debate sobre novas fontes de financiamento para os objetivos climáticos do país.
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