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Dark factories: o que são e por que esse modelo dispara na China
Publicado 03/12/2025 • 18:21 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 03/12/2025 • 18:21 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Impulsionado por sistemas de inteligência artificial - Foto: reprodução Wall Street Journal
que são dark factories e por que estão crescendo na China
A corrida chinesa pela automação levou ao avanço das chamadas dark factories, instalações capazes de operar quase sem trabalhadores e até com as luzes apagadas.
Impulsionado por sistemas de inteligência artificial e robôs industriais, esse modelo se torna peça central da estratégia do país para manter a competitividade global.
A meta é preservar o protagonismo do país como principal fábrica do mundo, mesmo diante da queda populacional, da falta de mão de obra qualificada e da crescente resistência internacional às exportações chinesas.
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Em cidades como Jingzhou, a transformação já é visível. Na planta da Midea, uma das maiores fabricantes globais de eletrodomésticos, robôs humanoides e braços automatizados operam sob a supervisão de um sistema central guiado por inteligência artificial. A empresa chama essa tecnologia de cérebro de fábrica, afirma The Wall Street Journal (WSJ).
O sistema coordena agentes virtuais que trocam informações e definem a melhor forma de executar cada tarefa. O processo inclui desde a identificação de peças defeituosas até o ajuste automático dos robôs para lidar com modelos diferentes de máquinas de lavar.
Em operações que antes consumiam 15 minutos, o tempo agora pode cair para apenas 30 segundos. A produtividade cresceu a ponto de a Midea registrar aumento de quase 40% na receita por funcionário entre 2015 e 2024. Um estilista relata ter reduzido em mais de 70% o tempo necessário para produzir uma peça de roupa de teste com o auxílio de inteligência artificial.
Essas fábricas funcionam com tão pouca intervenção humana que as luzes podem permanecer apagadas, como a operação depende quase integralmente de máquinas, sensores e sistemas de IA, o ambiente não precisa ser iluminado ou climatizado para trabalhadores.
A ideia já é aplicada em unidades de empresas como a Baosteel, em Xangai. Operadores monitoram uma grande quantidade de dados em tempo real, enquanto a IA reduz drasticamente a necessidade de ajustes manuais.
Em vez de intervenções a cada três minutos, o sistema exige ações humanas apenas a cada meia hora. Para os dirigentes chineses, esse modelo é essencial para manter o ritmo de produção mesmo com a redução populacional prevista para as próximas décadas.
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A China instalou 295 mil robôs industriais no último ano, número quase 9x maior que o dos Estados Unidos e superior ao total registrado por todos os outros países juntos.
O país acumula mais de 2 milhões de robôs em operação, segundo dados do setor, entre as fábricas reconhecidas pelo Fórum Econômico Mundial por adoção avançada de tecnologia, 45 ficam na China continental, enquanto três estão nos Estados Unidos.
Autoridades chinesas consideram o avanço da IA uma necessidade estratégica. Para elas, o país vive um momento diferente do observado nas reformas iniciadas no fim da década de 1970, quando a força de trabalho abundante impulsionou a ascensão da manufatura.
Hoje, a mão de obra é mais cara, mais escassa e menos interessada em empregos fabris, o que reforça a aposta no uso massivo de máquinas inteligentes.
A visão de Pequim é clara, com o surgimento de ferramentas como os modelos Pangu, da Huawei, e de iniciativas empresariais como a DeepSeek, o país acredita estar no caminho para sustentar sua base industrial por meio da automação.
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O WSJ revela que pesquisas internas mostram que a população chinesa tende a ver a IA de forma mais positiva do que outros países, o que facilita a implementação acelerada das dark factories.
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