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Ibovespa B3 supera 164 mil pontos e renova recorde

Publicado 04/12/2025 • 10:38 | Atualizado há 2 meses

O mercado financeiro reagiu de forma positiva aos números do PIB, que avançou 0,1% no terceiro trimestre de 2025, ligeiramente abaixo da expectativa de 0,2%. O resultado reforçou a percepção de desaceleração da atividade e aumentou a probabilidade de que o Banco Central inicie o ciclo de corte nos juros em janeiro — cenário que animou os investidores e o Ibovespa B3 nesta quinta-feira (4).

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) acontecerá nos dias 9 e 10 de dezembro – semana que vem – mas os cortes são esperados somente a partir de 2026, na reunião dos dias 28 e 29 de janeiro.

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Painel do Ibovespa B3 às 11h19. Fonte: B3

Ibovespa B3 renova recorde e dólar recua

O Ibovespa B3 fechou em alta de 1,67%, aos 164.455,61 pontos, maior pontuação intradiária da história. Com o resultado, o índice registrou um novo recorde, superando os 161.092 pontos atingidos ontem.

O dólar comercial, em contrapartida, fechou em baixa de 0,04%, a R$ 5,3103, tocando nova mínima recente.

As ações dos grandes bancos aceleravam ganhos:

  • ITUB4: +1,04%
  • BBAS3: +1,74%
  • BBDC4: +1,42%
  • SANB11: +1,02%

Entre as altas corporativas, Axia renovou máximas, com AXIA3 subindo 3,03% e AXIA6 avançando 2,45%.

Dados dos EUA ajudam humor global

No exterior, os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos EUA somaram 191 mil na semana, bem abaixo dos 219 mil esperados. O dado reforça resiliência do mercado de trabalho americano, mas não alterou a leitura de que o Federal Reserve deve manter juros estáveis no curto prazo.

O que explica o PIB fraco do terceiro trimestre

O crescimento de 0,1% veio apoiado na indústria (+0,8%) e na agropecuária (+0,4%), enquanto o setor de serviços, que responde por 70% da economia, ficou praticamente estável (+0,1%).

A composição do índice reforça a tese de perda de tração da economia brasileira desde o início do segundo semestre.

A seguir, os destaques por ótica:

Pela oferta

  • Indústria: +0,8% (com forte contribuição da indústria extrativa: +1,7%)
  • Agropecuária: +0,4%
  • Serviços: +0,1% (pressão negativa de atividades financeiras)

Pela demanda

  • Consumo das famílias: +0,1%, abaixo do esperado pelos analistas
  • Formação Bruta de Capital Fixo: +0,9%
  • Governo: +1,3%
  • Exportações: +3,3%
  • Importações: +0,3%

O que dizem os economistas

Para André Perfeito, economista da Garantia Capital, o PIB praticamente estagnado reforça a leitura de perda de fôlego da economia e fortalece o argumento por cortes de juros — mas, segundo ele, isso não significa que o Banco Central irá agir de imediato.

Ele destaca dois pontos: consumo das famílias parado, mesmo com massa salarial elevada e desemprego baixo, e importações fracas, apesar da valorização do real, enquanto as exportações avançaram com força. O conjunto indica desaceleração doméstica, mas um setor externo robusto.

Apesar do cenário sugerir espaço para reduzir a Selic, Perfeito afirma que o BC não deve mexer nos juros antes de uma queda nas expectativas de inflação, o que depende da revisão dos economistas — algo travado por preocupações fiscais ligadas ao ano eleitoral.

Segundo ele, o mercado e o Banco Central vivem “um jogo de espelhos”, e resta saber quem cede primeiro.

Para o economista Maykon Rodrigues, o resultado confirma um processo gradual de enfraquecimento da economia:

“O PIB de 0,1% veio ligeiramente abaixo da expectativa. A indústria extrativa puxou transportes dentro dos serviços, mas os setores mais sensíveis às condições financeiras mostram fraqueza.”

Ele destaca o consumo das famílias como ponto de preocupação:

“O resultado ficou 0,3 p.p. abaixo das projeções e foi revisado para baixo no primeiro trimestre. Serviços às famílias já vinham fracos nas sondagens.”

Rodrigues afirma que o terceiro trimestre consolida a desaceleração doméstica e mantém projeção de 2,2% de crescimento para 2025.

Economistas do Banco Daycoval também veem na composição do PIB sinais de enfraquecimento:

“O valor veio acima da nossa projeção de estabilidade, mas a grande surpresa foi o agro, crescendo mais de 10% na comparação anual, puxado por milho e laranja.”

Sobre a demanda: “Consumo das famílias veio em 0,4% na comparação anual, muito abaixo do esperado. São os componentes mais cíclicos que mostram impacto da política monetária restritiva.”

E sobre a oferta: “Serviços aquém do previsto e indústria impulsionada pela extração de petróleo e gás compensaram a retração da indústria de transformação.”

Para o quarto trimestre, o banco projeta crescimento próximo de 0,1%, mas com viés para baixa.

Por que o Ibovespa B3 gostou de um PIB mais fraco

O resultado moderado reforça a percepção de que:

  1. a economia esfriou, reduzindo pressão inflacionária;
  2. o Banco Central terá espaço para cortar a Selic já em janeiro;
  3. ativos de risco ganham tração em um ambiente de juros futuros em queda.

Assim, mesmo com atividade mais lenta, o impacto imediato no Ibovespa B3 foi positivo — tanto no Ibovespa quanto no câmbio.

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