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Cinco dias sem luz em SP elevam perdas do comércio e dos serviços a R$ 2,1 bilhões
Publicado 16/12/2025 • 13:57 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 16/12/2025 • 13:57 | Atualizado há 2 meses
sem luz Foto: Allan Ravagnani Times Brasil Licenciado Exclusivo CNBC
Cinco dias sem luz elevam perdas do comércio e dos serviços de São Paulo a R$ 2,1 bilhões
Os cinco dias sem luz já provocaram perdas estimadas em R$ 2,1 bilhões para os setores de comércio e serviços na cidade de São Paulo. O cálculo é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e considera o período entre quarta-feira (10) e domingo (14), após uma forte ventania que derrubou o fornecimento de energia em milhões de imóveis.
Mesmo quase uma semana depois do evento climático, ainda havia um número relevante de estabelecimentos e residências sem luz, o que manteve parte das atividades econômicas paralisadas ou operando de forma limitada.
Os serviços foram os mais prejudicados pelo apagão, com perdas estimadas em R$ 1,4 bilhão no período analisado. O maior impacto ocorreu na própria quarta-feira, quando o setor deixou de faturar R$ 541 milhões, em um cenário em que mais de 2,2 milhões de imóveis estavam sem fornecimento de energia.
Nos dias seguintes, mesmo com a redução gradual do número de imóveis afetados, o setor continuou acumulando prejuízos relevantes, refletindo a dependência direta da energia elétrica para funcionamento de atividades como alimentação fora do lar, saúde, educação, transporte e serviços pessoais.
O comércio também foi fortemente afetado pelos dias sem luz. Somente na quarta-feira, o varejo deixou de faturar R$ 267 milhões. De quinta a domingo, as perdas continuaram, somando um prejuízo total de R$ 696 milhões no período.
A falta de energia comprometeu o funcionamento de lojas, supermercados, farmácias e centros comerciais, além de provocar perdas de mercadorias perecíveis e inviabilizar operações de pagamento eletrônico.
O impacto econômico já supera o registrado em outubro de 2024, quando chuvas intensas também deixaram São Paulo vários dias sem luz. Na ocasião, as perdas estimadas para comércio e serviços chegaram a R$ 2 bilhões, valor agora ultrapassado pelo episódio mais recente.
Para a FecomercioSP, a recorrência de eventos desse tipo amplia a insegurança operacional das empresas e reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura e resposta mais ágil às interrupções no fornecimento.
Diante dos prejuízos causados pelos dias sem luz, a FecomercioSP orienta que empresas e consumidores afetados abram imediatamente um chamado junto à distribuidora e registrem formalmente a reclamação antes de recorrer à via judicial.
Além de servir como registro oficial, a via administrativa pode acelerar soluções e subsidiar futuras ações de ressarcimento. Em casos de danos a equipamentos eletroeletrônicos, as regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinam que a distribuidora — no caso de São Paulo, a Enel SP — ofereça canais específicos para análise e solução do problema.
Se não houver resposta, o consumidor pode acionar a ouvidoria da empresa e, persistindo a falha, registrar reclamação junto à Aneel, utilizando o número de protocolo inicial. Em última instância, é possível recorrer aos Procons, que atuam na mediação de pedidos de indenização quando a interrupção do fornecimento supera 24 horas em áreas urbanas.
A federação ressalta que pedidos de ressarcimento devem ser acompanhados de provas dos danos, como registros fotográficos, documentos, relatórios de perdas e comprovação da interrupção do serviço.
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