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Tarifas do México podem tirar US$ 600 milhões das exportações do Brasil, diz Alckmin
Publicado 19/12/2025 • 19:14 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 19/12/2025 • 19:14 | Atualizado há 2 meses
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Reprodução/YouTube
Geraldo Alckmin
O vice-presidente, Geraldo Alckmin, afirmou que os dois acordos comerciais firmados entre Brasil e México não foram afetados pela nova legislação mexicana que elevou tarifas de importação.
No início de dezembro, o Congresso do México aprovou um aumento tarifário de ao menos 35% sobre cerca de 1,4 mil produtos provenientes de 12 países com os quais o país não mantém acordos comerciais, entre eles Brasil e China. As novas tarifas devem entrar em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026.
A medida foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado no mesmo dia. O partido da presidente Claudia Sheinbaum, que afirmou que as tarifas eram necessárias para impulsionar a produção nacional, controla ambas as Casas.
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“Todo o acordo automotivo está fora, totalmente fora”, informou. Ele apresentou uma estimativa de impacto. Em 12 de dezembro, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) calculou que as novas medidas tarifárias do México poderão impactar US$ 1,7 bilhão (14,7%) do que foi exportado pelo Brasil ao México em 2024.
“O que se imaginava anteriormente que teria um impacto de US$ 1,6 bilhão nas exportações, na realidade está em torno de US$ 600 milhões essa nova lei mexicana”, informou.
O vice-presidente brasileiro teve nessa quinta-feira, 18, uma conversa com o embaixador do México no Brasil, Carlos García de Alba Zepeda, e disse estar otimista em avanços com aquele país. “Quando estive no México com a presidenta Claudia, nós acertamos um cronograma, não é de livre comércio, não é Mercosul, não é União Europeia, é aumentar as linhas tarifárias de preferência”.
Ele informou que o Brasil espera até julho de 2026 chegar a um entendimento de aumento das chamadas linhas tarifárias de preferência com o México e outros países. “O mesmo trabalho com a Índia. A Índia não é acordo de livre comércio, mas é ampliar as linhas tarifárias de preferência. Já Canadá e Emirados Árabes, (acordos) estão sendo discutidos, reunir e avançar mais para livre comércio”, afirmou.
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Sobre o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, Alckmin destacou que hoje apenas 22% das exportações nacionais (cerca de US$ 8,8 bilhões em 2024) estão na sobretaxa de 50%.
“Não perdemos competitividade, a não ser para quem está dentro dos Estados Unidos”, afirmou. Ele disse que a importância de avançar no trabalho é que os produtos que seguem tarifados são, em grande parte, industriais, “que você tem mais dificuldade de colocar em outros mercados, é mais customizado, mais dirigido, então não é tão fácil você realocar em outros mercados”. “Então, o empenho é continuar esse trabalho para a gente ter novos avanços aí em sequência”, completou.
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
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