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Apagão paralisa robotáxis da Waymo e levanta dúvidas sobre segurança do setor
Publicado 27/12/2025 • 13:21 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 27/12/2025 • 13:21 | Atualizado há 2 meses
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Getty Images
Um apagão de grandes proporções em San Francisco, no início de dezembro, levantou novos questionamentos sobre a capacidade operacional dos robotáxis em situações de emergência extrema, após veículos da Waymo ficarem imobilizados em cruzamentos e contribuírem para o caos no trânsito.
O blecaute foi causado por um incêndio em uma subestação da PG&E, que deixou cerca de um terço da cidade sem energia em 20 de dezembro. Com semáforos desligados, vídeos nas redes sociais mostraram táxis autônomos parados, com pisca-alerta acionado. A Waymo suspendeu temporariamente as operações, retomando o serviço no dia seguinte.
O episódio reforçou pedidos por regulação mais rigorosa do setor de veículos autônomos, justamente no momento em que empresas como Tesla e a Zoox, da Amazon, aceleram planos de expansão de serviços de robotáxi nos Estados Unidos.
Leia também: Waymo atualiza frota autônoma após falha urbana em São Francisco
“Se uma resposta a apagões falha, os reguladores precisam exigir evidências de que cenários como terremotos serão tratados adequadamente”, afirmou Philip Koopman, professor da Carnegie Mellon University e especialista em sistemas autônomos.
Em comunicado, a Waymo informou que seus veículos são programados para tratar semáforos fora de operação como cruzamentos de parada obrigatória, mas reconheceu que o apagão provocou um pico concentrado de solicitações de verificação remota, o que resultou em atrasos de resposta e congestionamentos, mesmo com mais de 7 mil cruzamentos sem energia sendo atravessados com sucesso.
A maioria das operadoras de robotáxis utiliza teleoperação, modelo que permite a intervenção humana remota quando o sistema encontra situações não previstas. Para especialistas, o episódio evidencia os limites dessa abordagem em eventos de grande escala.
Leia também: Waymo volta a suspender robotáxis devido a alertas de alagamentos no Natal
“O papel da operação remota é garantir intervenção humana quando o sistema não responde como deveria”, disse Missy Cummings, diretora do Centro de Autonomia e Robótica da George Mason University e ex-consultora do regulador federal de segurança viária dos EUA. Segundo ela, o governo federal precisa estabelecer regras claras para garantir redundância operacional em falhas catastróficas.
As autoridades da Califórnia já analisam o caso. O California Department of Motor Vehicles e a California Public Utilities Commission informaram que estão em contato com a Waymo e outras empresas do setor para discutir protocolos de resposta a emergências e padrões de segurança.
O incidente ocorre em um momento de retomada do debate público sobre robotáxis, após um período de retração. Em 2023, a Cruise perdeu sua licença de operação após um acidente grave, encerrando suas atividades. Já em 2024, a Tesla voltou a impulsionar o tema com o lançamento de testes em Austin, no Texas, com o CEO Elon Musk prometendo rápida expansão.
Leia mais: Robotáxis em 2025: Waymo planeja expansão global enquanto Zoox e Tesla chegam à linha de largada
Com uma frota superior a 2.500 veículos, a Waymo opera atualmente em San Francisco, Los Angeles, Phoenix, Austin e Atlanta. A empresa afirma estar implementando atualizações em toda a frota, permitindo que os veículos reconheçam contextos específicos de apagão e naveguem de forma mais decisiva.
Para especialistas, no entanto, o crescimento exige novas exigências regulatórias. “Se isso tivesse sido um terremoto, o impacto teria sido muito maior”, afirmou Koopman. “Isso é um alerta claro para o setor.”
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