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De spa de dados a servidores no espaço: crise de energia redesenha a computação em nuvem
Publicado 29/12/2025 • 07:45 | Atualizado há 3 meses
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KEY POINTS
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A rápida expansão da inteligência artificial está ampliando o consumo de energia em data centers e pressionando cadeias globais de fornecimento elétrico.
Essas estruturas sustentam praticamente todos os serviços digitais, mas exigem volumes crescentes de eletricidade e água, além de gerar impactos urbanos e ambientais.
À medida que cargas de trabalho de IA escalam, cresce o risco de gargalos estruturais. Para especialistas, o modelo atual começa a mostrar sinais de esgotamento.
Segundo Simone Larsson, chefe de IA corporativa da Lenovo, o setor se aproxima de um ponto em que a arquitetura tradicional dos data centers deixa de ser adequada.
A avaliação é reforçada por estudo da empresa que aponta dificuldades crescentes para atender metas de sustentabilidade e conformidade regulatória.
Apenas 46% dos decisores de TI afirmam que seus data centers atuais estão alinhados a objetivos ambientais, mesmo com a energia no centro das decisões de investimento.
Para enfrentar o desafio, a Lenovo trabalhou com os escritórios Mamou-Mani e AKT II em conceitos alternativos de data centers.
Entre eles estão instalações subterrâneas em túneis desativados, estruturas suspensas que maximizam uso solar e modelos urbanos modulares.
Em vilas de dados, o calor excedente dos servidores pode ser convertido em energia térmica para aquecer casas, escolas ou equipamentos públicos.
O mesmo princípio aparece nos chamados “data center spas”, que reaproveitam calor em ambientes de bem-estar e devolvem parte dessa energia ao sistema de resfriamento.
Os próprios desenvolvedores reconhecem que esses conceitos dificilmente sairão do papel antes de 2055. Custos elevados, complexidade de engenharia e restrições legais seguem como entraves relevantes.
A adoção também varia por região. Os Estados Unidos tendem a concentrar grandes campi de alta densidade, enquanto a Europa enfrenta redes elétricas mais restritas e regras ambientais mais rígidas.
Outra frente em estudo é levar a computação para fora da Terra. Projetos de Google, Alibaba e Nvidia investigam data centers orbitais movidos diretamente pela energia solar.
A startup Starcloud, apoiada pela Nvidia, já enviou ao espaço um chip com capacidade inédita de processamento.
Segundo o European Space Policy Institute, cerca de € 70 milhões foram investidos em data centers espaciais desde 2020.
Ainda assim, custos de lançamento, manutenção e proteção contra radiação tornam o modelo inviável no curto prazo.
Além da eficiência, há um esforço para tornar os data centers mais integrados às cidades. Arquitetos defendem que as estruturas deixem de ser vistas como blocos fechados e passem a dialogar com o espaço urbano, reduzindo rejeição social.
O uso de biomimética, por exemplo, ajuda a distribuir calor de forma mais eficiente, reduzindo consumo de energia e impacto ambiental.
Especialistas afirmam que mudanças regulatórias serão decisivas para viabilizar novas soluções.
Sem atualização das redes elétricas e rápida expansão de fontes renováveis, o avanço da IA tende a intensificar a disputa por energia.
Para Larsson, adaptar estruturas antigas não resolve o problema. O setor precisará redesenhar modelos do zero para equilibrar crescimento tecnológico, viabilidade econômica e limites energéticos.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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