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Goldman Sachs: Trabalho, imóveis e tarifas jogarão inflação dos EUA para perto da meta em 2026
Publicado 05/01/2026 • 18:18 | Atualizado há 2 semanas
Publicado 05/01/2026 • 18:18 | Atualizado há 2 semanas
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Nota de dólar
A inflação nos Estados Unidos deve voltar a desacelerar em 2026 por uma combinação de fatores ligados a tarifas, mercado imobiliário e dinâmica salarial.
A avaliação é de economistas do Goldman Sachs, que apontam três vetores principais capazes de recolocar os índices de preços mais próximos da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve.
O primeiro fator é o enfraquecimento do impacto inflacionário das tarifas. Segundo o banco, o repasse tarifário respondeu por cerca de 0,5 ponto percentual da inflação do núcleo do PCE na comparação anual recente, o que indica que, excluído esse efeito, a inflação subjacente já estaria ao redor de 2,3%.
A expectativa é que o impacto das tarifas ainda aumente temporariamente até meados de 2026, mas comece a perder força na segunda metade do ano, à medida que a alíquota tarifária efetiva recue e o choque de preços se dissipe.
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O segundo elemento destacado é a inflação de moradia. Para os economistas do Goldman, os preços do setor devem ficar significativamente abaixo do ritmo observado antes da pandemia. A diferença entre os aluguéis de novos contratos e os de contratos em vigor — considerada um indicador-chave da inflação futura de habitação — está hoje entre 1 e 2 pontos percentuais menor do que no período pré-pandemia.
Com crescimento contido dos aluguéis de novos contratos, aumento da oferta de imóveis multifamiliares, mercado de trabalho mais frio e maior taxa de vacância, a projeção é que a inflação de moradia caia de cerca de 3,7% para algo próximo de 2,3% até o fim de 2026.
O terceiro motivo é a desaceleração dos salários. O crescimento da renda do trabalho já teria convergido para níveis compatíveis com a meta de inflação, o que tende a reduzir a pressão sobre os preços de serviços não ligados à habitação — um dos segmentos mais resistentes do atual ciclo inflacionário.
A exceção, segundo o banco, fica por conta dos serviços de saúde, que ainda passam por um processo de recomposição de preços após anos de custos crescendo mais rápido do que os valores cobrados dos consumidores.
Com esses três vetores combinados, o Goldman Sachs projeta que a inflação do núcleo do PCE se aproxime novamente de 2% ao longo de 2026, ficando abaixo tanto do consenso de mercado quanto das projeções mais recentes do próprio Federal Reserve.
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