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Rússia fornece inteligência para Irã atacar alvos americanos no Oriente Médio
Publicado 17/03/2026 • 21:02 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 17/03/2026 • 21:02 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
A Rússia está ajudando o Irã na guerra contra Estados Unidos e Israel, fornecendo imagens de satélite e tecnologia de drones, segundo reportagem do The Wall Street Journal, baseada em fontes anônimas.
De acordo com a publicação, Moscou tem ampliado o compartilhamento de inteligência e cooperação militar com Teerã para atingir alvos americanos no Oriente Médio.
O jornal afirma que a Rússia tem fornecido tecnologia para modificar os drones Shahed — conhecidos como drones kamikaze —, melhorando comunicação, navegação e precisão dos ataques.
Além disso, Moscou estaria repassando aprendizados da guerra na Ucrânia, incluindo orientações sobre quantidade de drones a serem usados e altitudes ideais de ataque, segundo a reportagem, que cita um alto oficial da inteligência europeia.
Os Shahed, fabricados pelo Irã, se tornaram peça central na guerra da Rússia na Ucrânia, sendo altamente letais e capazes de localizar e atingir alvos com precisão, o que explica sua classificação como kamikaze.
No início do conflito, esses drones foram fundamentais para os avanços russos, mas, com o tempo, a Ucrânia desenvolveu formas de neutralizá-los, levando Moscou a aprimorar a tecnologia para atingir infraestruturas críticas — conhecimento que estaria sendo compartilhado com Teerã.
Ainda segundo o WSJ, a Rússia também estaria fornecendo a localização de forças militares dos EUA e aliados no Oriente Médio, em um nível de apoio comparável à inteligência fornecida por Washington à Ucrânia.
A publicação aponta que esse suporte pode ter sido utilizado em ataques recentes contra sistemas de radar americanos na Jordânia, Bahrein, Kuwait e Omã. O Kremlin não respondeu aos questionamentos do jornal.
Reportagem anterior do Washington Post, publicada em 6 de janeiro, já indicava que Moscou vinha compartilhando informações estratégicas com Teerã, incluindo a localização de navios de guerra e caças americanos.
Segundo o texto, mais de 10 oficiais dos EUA morreram em ataques iranianos na região, reforçando a escalada do conflito.
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Siga o Times | CNBCApesar de não haver uma aliança militar formal, Rússia e Irã vêm estreitando relações ao longo dos anos, com Moscou entre os principais fornecedores militares da República Islâmica.
Essa aproximação se intensificou após a guerra na Ucrânia, e o presidente Vladimir Putin chegou a prometer apoio inabalável ao novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.
Analistas ouvidos pelo jornal afirmam que o compartilhamento de inteligência ajuda a explicar o padrão de ataques iranianos, focados em infraestruturas militares, radares e bases temporárias.
Eles também observam que o Irã tem apresentado desempenho superior neste conflito em comparação com a guerra de 12 dias contra EUA e Israel no ano passado, adotando táticas semelhantes às russas, como o uso de drones para saturar defesas antes de ataques com mísseis.
Até agora, o apoio russo ao Irã vinha sendo mais retórico, com Putin condenando o ataque americano de 28 de fevereiro e a morte de Ali Khamenei, sem confirmação oficial de assistência militar direta.
O próprio presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou acreditar que Putin esteja ajudando “um pouco” o Irã, enquanto o enviado especial americano Steve Witkoff disse que a Rússia negou fornecer inteligência para os ataques.
Se confirmado, o envolvimento de Moscou indicaria a entrada de mais um ator nuclear no conflito, ampliando os riscos globais.
Desde o início da guerra, o Irã tem expandido as ações para países do Golfo e chegou a fechar o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, elevando o impacto econômico.
Segundo a reportagem, esse cenário acabou beneficiando a Rússia, já que a restrição no fluxo de petróleo aumentou a atratividade de sua commodity, mesmo sob sanções. Em 13 de março, Washington autorizou temporariamente a venda de petróleo russo, diante da alta nos preços globais.
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