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Caos na Venezuela pode gerar centenas de bilhões em oportunidades de investimento, diz consultor

Publicado 05/01/2026 • 18:45 | Atualizado há 2 semanas

KEY POINTS

  • Charles Myers, presidente da empresa de consultoria Signum Global Advisors, está planejando uma viagem à Venezuela com potenciais investidores em março.
  • Myers classificou a situação como uma "grande jogada de infraestrutura" que "poderia chegar a US$ 500 bilhões nos próximos 10 anos".
  • Outros, como Robert Koenigsberger, da Gramercy Funds Management, ainda veem um ambiente de investimento repleto de sanções.

EBC

Bandeira da Venezuela

O futuro da Venezuela permanece incerto após os Estados Unidos lançarem um ataque terrestre e destituírem o presidente Nicolás Maduro no fim de semana.

Mas, em meio à incerteza, alguns investidores veem potencial para oportunidades lucrativas de longo prazo na nação sul-americana que há muito tempo está fechada para grande parte dos negócios internacionais.

Charles Myers, presidente da consultoria Signum Global Advisors, é um dos que pensa assim.

“Esta é uma grande jogada de infraestrutura, acho que pode chegar a US$ 500 bilhões (cerca de R$ 2,71 trilhões, na cotação atual) nos próximos 10 anos”, disse Myers na segunda-feira (5) no programa “Squawk on the Street” da CNBC.

“Acho que as pessoas estão sendo pessimistas demais. Esta é uma oportunidade massiva em vários setores”, disse Myers, que está organizando uma viagem à Venezuela com “investidores, multinacionais e gestores de ativos” prevista para março.

Ele não nomeou os outros que o acompanhariam na viagem, que segundo ele está sendo organizada de forma independente do Departamento de Estado e do governo dos EUA.

Outros veem a situação como mais tensa.

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e levados para os EUA em 3 de janeiro. O presidente americano Donald Trump disse após o ocorrido que os EUA governariam a Venezuela e, em entrevista à The Atlantic, ameaçou que a presidente interina Delcy Rodríguez pagaria “um preço muito grande, provavelmente maior que o de Maduro”, se ela se opusesse às ações de sua administração.

Rodríguez a princípio rejeitou os comentários de Trump, mas mais recentemente sinalizou abertura para trabalhar com os EUA.

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Até que surjam mais detalhes sobre o estado da Venezuela pós-Maduro, alguns ainda veem o país como fechado para negócios.

“Quando você pensa nas regulamentações que estavam em vigor, no ambiente de investimento, nada mudou — ainda não, de qualquer maneira”, disse Robert Koenigsberger, sócio-gerente e diretor de investimentos da Gramercy Funds Management.

“Um investidor não pode simplesmente voar para Caracas — se o aeroporto fosse aberto — e começar a bater nas portas e conhecer pessoas”, disse ele. “A Venezuela está repleta de indivíduos sancionados“.

Myers observou que o investimento estrangeiro dependerá em grande parte de garantias de segurança, embora tenha dito que a presença militar dos EUA na costa da Venezuela é tranquilizadora. Ele reconheceu que as sanções são um fator limitante, embora tenha dito que não se surpreenderia ao ver algumas delas levantadas nos próximos meses.

Uma abertura maior do país — como o retorno da Venezuela aos mercados de capitais de dívida e a reativação da Bolsa de Valores de Caracas — poderia impulsionar investimentos ainda maiores no futuro, disse ele.

“Esta não é uma viagem de investidores de curto prazo. É uma chance de entrar e realmente testar o terreno”, disse Myers.

Ainda assim, logo após a derrubada de Maduro, as empresas de petróleo e gás pareciam prontas para se beneficiar, embora grandes nomes como Chevron, Exxon Mobil e ConocoPhillips tenham permanecido em silêncio enquanto suas ações sobem.

As ações da Chevron saltaram 5%, pois a única empresa dos EUA que opera no país atualmente foi vista por alguns investidores como uma grande vencedora eventual se a infraestrutura petrolífera do país for reconstruída. O movimento fez da Chevron a maior ganhadora no índice Dow Jones Industrial na segunda-feira.

A Venezuela tem as maiores reservas provadas de petróleo do mundo, mas a maioria das gigantes petrolíferas dos EUA foi excluída do país desde que o ex-presidente Hugo Chávez confiscou ativos americanos em 2007.

Donald Trump, em entrevista coletiva no sábado (3), pediu que as principais empresas petrolíferas dos EUA invistam bilhões de dólares no país para reconstruir sua infraestrutura.

Mas as oportunidades na Venezuela vão muito além do petróleo e gás, disse Myers, e aqueles que planejam acompanhá-lo vêm dos setores de construção, automóveis, defesa e mineração de produtos químicos também.

“E então, do lado da gestão de ativos, são hedge funds, alguns investidores de longo prazo e possivelmente fundos soberanos”, disse Myers.

Myers liderou viagens semelhantes nos últimos anos para países devastados pela guerra em meio a convulsões políticas. Em outubro de 2025, ele levou 27 clientes a Damasco, na Síria, depois que Trump suspendeu as sanções ao país, que estava envolvido em uma guerra civil há mais de uma década. No início de 2025, Myers liderou uma viagem à Ucrânia que incluiu TCW Funds, Lazard e Siemens, informou a Bloomberg.

“As pessoas estão tentando comparar a Venezuela ao Iraque”, disse Myers. “A analogia mais relevante que pensamos é, na verdade, a Alemanha Oriental nos anos 90, ou Hungria e Polônia, à medida que essas economias faziam a transição do comunismo para o capitalismo”.

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