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Petrobras suspende perfuração de poço na Foz do Amazonas após falha
Publicado 06/01/2026 • 16:12 | Atualizado há 2 dias
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Publicado 06/01/2026 • 16:12 | Atualizado há 2 dias
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Divulgação / Petrobrás
Extração no Foz do Amazonas
Um vazamento detectado durante a perfuração de um poço exploratório levou a Petrobras a suspender as atividades no poço Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. O incidente foi confirmado pela companhia nesta terça-feira (6), dois dias após a identificação da falha.
Segundo a estatal, houve perda de fluido de perfuração (material usado para lubrificar e resfriar a sonda) em linhas auxiliares conectadas ao poço, a aproximadamente 2.700 metros de profundidade. A Petrobras informou que o produto é biodegradável e que não houve vazamento de petróleo no mar.
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A paralisação ocorreu após o sistema de monitoramento da plataforma identificar uma queda anormal no volume dos tanques, o que acionou automaticamente os protocolos de segurança. As linhas afetadas foram isoladas, e os equipamentos danificados serão levados à superfície para reparos.
Embora a empresa descarte impacto ambiental relevante, o episódio aumenta o nível de alerta sobre os riscos da exploração na chamada Margem Equatorial, uma das regiões ambientalmente mais sensíveis do país. O poço Morpho é considerado estratégico para a campanha exploratória da Petrobras na área, cujo licenciamento enfrentou questionamentos do Ibama justamente sobre a capacidade de resposta a acidentes em águas ultraprofundas.
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) e o Ibama foram formalmente comunicados sobre o ocorrido. A retomada da perfuração dependerá da conclusão dos reparos técnicos e da avaliação dos órgãos reguladores sobre as condições de segurança da operação.
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Abaixo, a íntegra da nota divulgada pela Petrobras sobre o incidente:
“A Petrobras informa que, neste domingo (04/01), foi identificada perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do estado do Amapá.
A perda do fluido de perfuração foi imediatamente contida e isolada. As linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo.
Não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração.
A Petrobras adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes. O fluido utilizado atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, portanto não há dano ao meio ambiente ou às pessoas.”
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