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Governo dos EUA recomenda menos alimentos processados; restaurantes avaliam impacto
Publicado 08/01/2026 • 16:43 | Atualizado há 1 dia
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Publicado 08/01/2026 • 16:43 | Atualizado há 1 dia
KEY POINTS
ZUMA Press Wire via Reuters Connect
Novas recomendações alimentares federais provocaram reações mistas no já pressionado setor de restaurantes, já que as mudanças nas diretrizes podem incentivar os americanos a comer fora com menos frequência ou a escolher entre um grupo menor de restaurantes quando saírem de casa.
Os departamentos de Saúde e Serviços Humanos e de Agricultura divulgaram as diretrizes nutricionais na quarta-feira. As recomendações, que são atualizadas a cada cinco anos, incentivam um maior consumo de proteínas e laticínios integrais e a redução da ingestão de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas.
As diretrizes são, principalmente, uma ferramenta de saúde pública para agências federais, profissionais de saúde e especialistas em nutrição, portanto não está claro o quanto elas influenciarão as escolhas individuais dos consumidores. Embora as recomendações se concentrem majoritariamente na alimentação em casa, elas também abordam de forma leve o setor de restaurantes.
“Quando comer fora, escolha opções ricas em nutrientes”, orientam as diretrizes.
Embora as recomendações possam desestimular os americanos a gastar em restaurantes (especialmente em um momento em que a inflação elevada reduziu as idas para comer fora) alguns segmentos do setor reagiram positivamente às mudanças. As novas diretrizes podem beneficiar especialmente redes fast-casual em dificuldades, como Sweetgreen e Chipotle, que há muito promovem o uso de ingredientes naturais defendidos pelo movimento “Make American Healthy Again” (Tornar a América Saudável Novamente), do secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr.
Um executivo de lobby que representa empresas do setor de restaurantes, cuja organização participou de reuniões com a Casa Branca sobre as novas diretrizes, disse que o resultado poderia ter sido “muito pior” para o setor. A pessoa, que pediu anonimato por causa das discussões privadas, afirmou que o resultado final foi melhor para a indústria do que as orientações propostas no início de 2025.
No entanto, o executivo disse ainda estar preocupado com o fato de as diretrizes incentivarem os americanos a comer mais em casa, mesmo quando os clientes encontram opções acessíveis para incorporar esses alimentos nos restaurantes. Essa implicação também pode gerar atritos entre redes de restaurantes e seus franqueados.
Apesar dessas possíveis preocupações, o principal grupo de lobby do setor, a National Restaurant Association, apoiou as novas diretrizes.
“Agora, mais do que nunca, os operadores de restaurantes estão oferecendo uma variedade maior de opções, permitindo que os consumidores escolham o que melhor se adapta às suas necessidades alimentares, preferências e estilos de vida. Parabenizamos o secretário Kennedy e o governo Trump pela divulgação das novas diretrizes e esperamos continuar colaborando com os formuladores de políticas para garantir que as orientações nutricionais permaneçam práticas, flexíveis e favoráveis ao acesso e à inovação”, disse o porta-voz da National Restaurant Association, Sean Kennedy, em comunicado à CNBC.
O grupo de lobby de franquias de restaurantes, a International Franchise Association, classificou a abordagem como “equilibrada” e afirmou que ela pode limitar o número de aumentos de preços que os restaurantes terão de fazer.
“Felizmente, a abordagem mais equilibrada dessas diretrizes ajuda a garantir que nossos membros não precisem aumentar preços e que os consumidores possam continuar fazendo suas próprias escolhas”, afirmou o grupo. “Quaisquer futuras regulamentações ou orientações devem manter em mente os possíveis aumentos de custos, já que os donos de restaurantes já enfrentam inúmeros encargos regulatórios e desafios na cadeia de suprimentos, que frequentemente afetam de forma desproporcional pequenos empresários, como franqueados, e, em última instância, os consumidores americanos.”
Algumas das reações mais favoráveis vieram de redes que tiveram um desempenho muito fraco em 2025, incluindo Chipotle e Sweetgreen. Ambas as marcas fast-casual sofreram retração entre consumidores mais jovens, que continuam enfrentando dificuldades em uma economia em formato de “K”, na qual os gastos se concentram mais entre os que têm rendas mais altas. A Sweetgreen, que foi o pior desempenho do setor de restaurantes no ano passado, com uma queda de quase 80% nas ações, comemorou as novas diretrizes.
Um porta-voz disse à CNBC, em comunicado: “Mantemos ingredientes ultraprocessados e açúcares adicionados fora de nossos restaurantes, temos uma cadeia de fornecimento transparente com parceiros que conhecemos e confiamos, e preparamos nossa comida do zero. É por isso que estamos entusiasmados em ver a nova pirâmide alimentar enfatizando de forma tão clara alimentos integrais, reais e não processados.”
O fundador e CEO da Sweetgreen, Jonathan Neman, escreveu no X: “Pela primeira vez, o governo dos EUA está incentivando os americanos a evitar alimentos altamente processados, açúcar adicionado e carboidratos refinados. Hoje, o governo finalmente disse a verdade ao povo americano. Evitem alimentos altamente processados (que representam 70% da dieta de uma criança). Evitem carboidratos refinados. CELEBREM A COMIDA DE VERDADE… VAMOS!”
De forma semelhante, a Chipotle, que recentemente lançou um menu rico em proteínas e compatível com usuários de GLP-1, disse à CNBC que já atendia a diretrizes alimentares semelhantes.
“Nosso menu de ingredientes reais facilita seguir as novas diretrizes alimentares que priorizam proteínas de alta qualidade, gorduras saudáveis, frutas, vegetais e grãos integrais, ao mesmo tempo em que limitam alimentos altamente processados e carboidratos refinados”, afirmou a porta-voz da Chipotle, Laurie Schalow, em comunicado. “Com comida de verdade feita com ingredientes saudáveis (sem corantes, aromas ou conservantes artificiais) a Chipotle oferece opções que se encaixam em uma abordagem equilibrada e moderna da alimentação.”
As ações da empresa caíram quase 40% em 2025, mas alguns analistas de Wall Street apontaram a companhia como uma possível vencedora no novo cenário do GLP-1, no qual os usuários desses medicamentos costumam optar por porções menores com mais proteína.
Kennedy tem liderado a plataforma MAHA, defendendo uma dieta baseada em alimentos integrais para prevenir doenças crônicas. Em alguns momentos, suas crenças (como a defesa do uso de sebo bovino e o incentivo a um maior consumo de carne vermelha) entraram em conflito tanto com especialistas em saúde pública quanto com participantes da indústria, como o McDonald’s.
As críticas de Kennedy aos alimentos processados colocaram as redes de fast food na defensiva, embora o presidente Donald Trump seja um fã declarado e leal, especialmente do McDonald’s.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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