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Operação ‘Quebrando a Banca’: entenda o esquema de jogos de azar que movimentou quase R$ 100 milhões
Publicado 14/01/2026 • 08:46 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 14/01/2026 • 08:46 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Na última terça-feira (13), a Polícia Civil cumpriu 14 mandados de busca e apreensão da Operação Quebrando a Banca. Trata-se de ações contra uma organização criminosa responsável pela lavagem de R$ 100 milhões por meio de jogos de azar, que são ilegais no Brasil.
Dessa forma, os mandados aconteceram nas cidades de São Paulo, Mogi-Mirim, Santa Rosa do Viterbo, Ribeirão Preto e São João da Boa Vista.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os criminosos estavam há décadas atuando de forma ilegal por meio de empresas de fachada e uma rede extensa de “laranjas” – isto é, pessoas que emprestam suas identidades para encobrir a verdadeira origem e finalidade de transações bancárias. A investigação é da Divisão Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba.
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No caso da Operação Quebrando a Banca, a investigação começou a partir de outras prisões por jogos de azar.
“Identificamos um número muito grande de pessoas que viviam de forma simples, mas que movimentaram milhões por mês. Elas são usadas por esses criminosos como ferramentas que ajudam a tirá-los da mira da polícia, por isso foi um trabalho extenso até chegarmos às verdadeiras lideranças”, explicou Marcel Willian de Souza, delegado e divisionário da Deic de Piracicaba.
Além disso, “também descobrimos empresas que auxiliavam na ocultação dos bens, então era uma verdadeira rede de lavagem de capitais que atuava tanto em São Paulo, quanto em Minas Gerais”, completou o delegado.
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Nesse sentido, os jogos de azar costumam ser vistos como crimes de ‘menor potencial’. No entanto, ele incentiva outros tipos de infrações graves, como a organização criminosa e lavagem de dinheiro, ambos detectados na Operação Quebrando a Banca.
Segundo os relatórios de inteligência financeira, mais de R$ 25 milhões foram movimentados pelo principal líder da quadrilha durante um único semestre de 2024. Além disso, detectou-se também um histórico de transações em valores milionários nos anos anteriores.
Outra descoberta é que a organização criminosa contava com transações imobiliárias pagas em espécie. Junto a isso, havia ainda a aquisição de bens em nome de terceiros (laranjas) para camuflar a origem dos recursos.

Ademais, a investigação descobriu que o núcleo operacional dos criminosos também contava com gerentes e operadores financeiros para praticar o “smurfing”. Isto é, uma estratégia que distribui milhões de reais por meio de centenas de pagamentos por diferentes métodos, como PIX e depósito em dinheiro. Em geral, essa prática serve para dificultar o rastreamento do dinheiro.
Posteriormente, a apuração descobriu que o destino desses montantes milionários era uma empresa com capital social declarado de R$ 36 milhões.
No final, estima-se que a quadrilha tenha movimentado cerca de R$ 97,2 milhões. Neste valor, está a soma de todas as transferências, do capital social das empresas, além dos bens imobiliários ocultos e da frotas de veículos.
Dessa forma, os mandados de busca e apreensão da Operação Quebrando a Banca recuperaram veículos, dinheiro, dispositivos eletrônicos e outros instrumentos utilizados em apostas. Agora, a investigação seguirá focada em identificar outros participantes do esquema.
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