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CSN prepara venda de ativos para desalavancar até R$ 18 bilhões em 2026
Publicado 15/01/2026 • 09:50 | Atualizado há 2 horas
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Divulgação
CSN detalha plano para 2026 com foco em desalavancagem e novo ciclo de crescimento
A CSN apresentou ao mercado sua atualização estratégica para 2026, detalhando um plano que combina venda de ativos, redução relevante do endividamento e foco em negócios considerados de maior retorno, como mineração e infraestrutura.
A companhia afirmou que as medidas abrem caminho para um novo ciclo de crescimento e para uma estrutura de capital mais equilibrada.
Segundo o comunicado divulgado em 15 de janeiro, a CSN recebeu aprovação do conselho para iniciar, a partir de 2026, movimentos estratégicos voltados à reorganização definitiva de sua estrutura de capital. O principal objetivo é reduzir a alavancagem do grupo por meio da alienação de ativos, com potencial de desalavancagem estimado entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões.
Como passo inicial desse processo, a companhia concluiu em 2025 a venda de 11% da MRS para a CSN Mineração (CMIN), em uma operação de R$ 3,35 bilhões. Para 2026, a empresa prevê novas transações, com assessores financeiros já contratados para conduzir as operações.
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No plano estratégico da CSN, a mineração segue como a principal frente de crescimento. A CSN Mineração é hoje a sétima maior exportadora de minério de ferro do mundo, com cerca de 2,5 bilhões de toneladas em reservas e histórico recente de recordes operacionais.
A companhia destaca a expansão do projeto P15, que avança em ritmo acelerado e deve contribuir para melhora de margens e um incremento estimado de cerca de R$ 4 bilhões por ano no EBITDA. A expectativa é que a produção alcance entre 60 milhões e 65 milhões de toneladas até 2030, sustentada por projetos considerados maduros e de alta rentabilidade.
Outro pilar do plano para 2026 é a área de infraestrutura. A CSN opera um portfólio integrado de ativos ferroviários, portuários e multimodais, voltado principalmente à exportação de commodities. A estratégia prevê a venda de uma participação relevante na chamada “Newco CSN Infraestrutura” ao longo de 2026.
De acordo com a companhia, os ativos são majoritariamente maduros e contam com projetos brownfield, o que permite equilibrar crescimento e rentabilidade. A expectativa é que a expansão desses ativos gere impacto relevante no EBITDA, sustentado por demanda contratada e execução já comprovada.
No segmento de cimentos, a CSN reforçou que pretende vender o controle da CSN Cimentos em 2026. A unidade é apresentada como uma das líderes na produção integrada de cimento no Brasil, com custos competitivos e margens elevadas.
O plano considera tanto projetos greenfield quanto brownfield em estágio avançado, com potencial de expansão de capacidade. A companhia avalia que a recuperação gradual dos preços no mercado de cimento, já observada em 2025, melhora o momento para a alienação do ativo.
Na siderurgia, a CSN informou que avalia alternativas estratégicas e possíveis parcerias com foco na maximização da geração de caixa no curto prazo. O segmento segue em processo de recuperação de rentabilidade, com foco em produtos de maior valor agregado e presença em mercados como Europa e Estados Unidos.
Já a área de energia é descrita como um negócio de alto retorno e baixo risco. A empresa afirma ser autossuficiente em energia renovável desde 2023, com capacidade instalada de cerca de 2.010 MW. O segmento tem papel central na redução de custos operacionais do grupo e na geração de caixa recorrente.
Com o reposicionamento do portfólio, a CSN afirma ter potencial para, em até oito anos, dobrar seu EBITDA e sua rentabilidade, mantendo alavancagem em torno de 1 vez. O plano inclui ainda uma redução estimada de despesas financeiras entre R$ 1,5 bilhão e R$ 1,8 bilhão por ano, à medida que a dívida é reduzida.
A companhia ressalta que a estratégia está baseada em disciplina na alocação de capital, foco nos negócios principais e geração consistente de fluxo de caixa, criando as bases para um novo ciclo de crescimento sustentável.
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