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EXCLUSIVO: ISA Energia amplia investimentos, aceita dívida maior até 2028 e defende visão de longo prazo

Publicado 01/03/2026 • 13:00 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • A ISA Energia encerrou 2025 com lucro de R$ 1,6 bilhão, queda anual, mas o CEO Rui Chammas afirmou que o mercado deve analisar o plano de longo prazo e a transição da RBSE antes de focar apenas no resultado trimestral.
  • A dívida líquida subiu para R$ 14,1 bilhões, e a CFO Silvia Wada indicou que o endividamento deve permanecer elevado e ainda crescer nos próximos dois anos, com relação dívida líquida/Ebitda próxima de 4 vezes.
  • O capex somou R$ 5,1 bilhões em 2025, com projetos em construção avançando, enquanto a companhia mantém prática de payout de 75% do lucro regulatório e sinaliza mais eventos de pagamento de proventos.

Divulgação/ISA Energia

Rui Chammas, diretor-presidente da ISA Energia

A ISA Energia Brasil fechou 2025 com um lucro menor no comparativo anual e um investimento maior na rede, numa combinação que costuma acender o alerta automático do mercado. Em entrevista exclusiva ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o CEO Rui Chammas pediu que a leitura comece por outro lugar. “Antes de olhar a queda do lucro, eu acho que é fundamental lembrar qual é o plano da companhia e o que está acontecendo. E como está acontecendo bem.”

“O investidor, o acionista, tem que compreender o filme para poder apreciar a foto”, complementa.

No balanço regulatório, a ISA Energia reportou receita líquida de R$ 1,1 bilhão no quarto trimestre, queda de 3,1% na comparação anual, com EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 854 milhões, alta de 7,5% e avanço de margem. O lucro líquido ficou em R$ 482,7 milhões, recuo de 40,4% frente ao 4T24.

No ano, a receita líquida somou R$ 4,3 bilhões e o EBITDA ficou em R$ 3,4 bilhões, enquanto o lucro totalizou R$ 1,6 bilhão.

RBSE na reta final

Chammas voltou ao ponto que, na visão dele, ajuda a entender a fotografia atual dos números. A chamada RBSE é a indenização que as transmissoras passaram a receber pelos ativos de transmissão construídos antes da renovação das concessões do setor elétrico. Trata-se de um fluxo regulatório com prazo definido, que reforçou o caixa da companhia nos últimos anos, mas que está se aproximando do fim.

Na avaliação do CEO, essa transição já está contratada e não traz incerteza regulatória relevante.

“Agora a gente está nos últimos dois ciclos de recebimento da RBSE. A partir de julho, a gente termina esse ciclo, tem mais dois. Eu não espero nenhuma surpresa do ponto de vista regulatório.”

Ele também comentou a discussão com a Sefaz no âmbito do STJ e evitou projetar um desfecho. “Eu diria que é um cenário de trabalho.”

A Lei 4.819/58 garante aposentadoria a funcionários admitidos até 1974. Antes, o Estado custeava integralmente esses benefícios, mas atualmente a Isa Energia arca com 30% do valor, o que representa um gasto anual de cerca de R$ 200 milhões. O montante total a receber chega a R$ 2,7 bilhões, ou R$ 4,10 por ação, sendo que apenas em 2024 a companhia desembolsou R$ 193 milhões.

Se o impasse for solucionado, a empresa poderia reduzir seus gastos anuais em R$ 200 milhões, gerando uma economia de até R$ 1,33 bilhão, equivalente a R$ 2 por ação.

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Dívida alta por alguns anos

O aumento de alavancagem é outro ponto que aparece com força no relatório. A dívida líquida encerrou dezembro em R$ 14,1 bilhões, alta de 38,1% em 12 meses.

A companhia também informou que apenas financiamentos com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tinham covenants financeiros, e que recebeu carta de abstenção quanto a eventual vencimento antecipado, em razão de indicadores de 2025.

Na entrevista, a CFO Silvia Wada colocou horizonte para o pico de endividamento. “A gente prevê que vai continuar num patamar mais elevado e ainda com uma tendência de aumento nos próximos dois anos. Até 2028, mais ou menos.”

Ela ligou essa trajetória ao cronograma de entrada em operação de projetos ainda em construção e aos eventos que devem reforçar receita e ajudar a inverter o indicador.

Sobre a relação dívida líquida e EBITDA, Wada diz que a régua interna segue próxima de 4 vezes. “A gente entende que deve ficar ao redor de quatro vezes. Se passar, não muito distante, muito mais próximo de quatro do que de quatro e meio. E dentro do nosso planejado. Algo temporário, né?”

O plano de investimento aparece com força no balanço. O capex ex-M&A somou R$ 1,6 bilhão no quarto trimestre, alta de 31,6%, e fechou 2025 em R$ 5,1 bilhões, crescimento de 40,4%.

O relatório traz quatro projetos em construção e seus percentuais de avanço físico, com Piraquê em 92% e Jacarandá em 76%, além de Serra Dourada e Itatiaia em estágios iniciais.

Proventos mais frequentes?

Mesmo com o ciclo de investimentos, a empresa reforçou ao mercado sua prática de remuneração. Em dezembro, o conselho aprovou a distribuição de Juros sobre Capital Próprio (JCP) de R$ 495,3 milhões, equivalente a R$ 0,75 por ação, com pagamento em três parcelas.

Na entrevista, Wada disse que a companhia prefere manter flexibilidade. “Hoje a gente não tem uma política. O que a gente tem é uma prática.”

Ela acrescentou que o payout de 75% do lucro regulatório é tratado como prática e que a tendência é manter mais eventos de pagamento. “A tendência é a gente fazer mais eventos como a gente vem já fazendo.”

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Custos e eficiência sem “qualquer custo”

A companhia também apontou trabalho de eficiência operacional e reforçou o cuidado com a qualidade do serviço. “A gente toma muito cuidado para não colocar em risco, em nenhum momento, a qualidade do serviço.”

Wada disse que não trabalha com uma meta única e que a evolução depende das oportunidades encontradas ao longo do tempo.

No papel, o PMSO regulatório ficou em R$ 218,6 milhões no quarto trimestre, queda de 5% na base anual.

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