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Ataques de EUA e Israel ao Irã ampliam tensão global e afetam mercado de energia
Publicado 28/02/2026 • 22:04 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 28/02/2026 • 22:04 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
Os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz têm aumentado a tensão no Oriente Médio e provocado impactos no mercado internacional de petróleo e energia.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a consultora de risco político e relações internacionais Vera Galante afirmou que o conflito é difícil de prever e que suas motivações não são totalmente claras. Segundo ela, embora a justificativa oficial seja a existência de ameaças do Irã à segurança americana, não há consenso de que o país possua mísseis capazes de atingir diretamente o território dos EUA.
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Galante também avalia que fatores da política doméstica americana podem ter influenciado a decisão de recorrer à ação militar. De acordo com a analista, a baixa popularidade do presidente Donald Trump e as eleições previstas para novembro nos Estados Unidos poderiam ter pressionado o governo a adotar uma postura mais dura.
Para ela, Israel tem motivos estratégicos para confrontar o Irã, já que os dois países são adversários regionais e Teerã é frequentemente acusado de apoiar grupos que atacam o Estado israelense.
A especialista destacou ainda que países do entorno do Irã não apoiam os ataques americanos, mas também enfrentam limitações para reagir. Muitos deles dependem da presença militar dos Estados Unidos na região, que mantém diversas bases navais e militares no Oriente Médio.
Segundo Galante, houve retaliações iranianas contra algumas dessas bases, e novos ataques podem ocorrer. “Eles devem usar os mísseis que têm contra os alvos possíveis — bases americanas, Israel e outros — antes que os Estados Unidos consigam destruir a capacidade de fabricação de novos armamentos”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCNa avaliação da consultora, a possibilidade de uma solução diplomática no curto prazo é pequena. Ela afirma que historicamente os Estados Unidos têm dificuldade em encerrar conflitos após iniciar operações militares.
Além disso, interesses geopolíticos mais amplos também estariam envolvidos. Galante mencionou a disputa energética com a China, grande compradora de petróleo iraniano, como um fator estratégico no contexto da crise.
O eventual fechamento do Estreito de Ormuz — por onde passa uma parcela significativa do petróleo mundial — poderia intensificar ainda mais os impactos econômicos e energéticos do conflito.
Leia também: Por que o conflito EUA-Irã coloca em risco 20% do petróleo mundial?
A analista também afirmou que decisões recentes da política externa americana vêm afetando a confiança internacional nos Estados Unidos como mediador de conflitos. Segundo ela, aliados tradicionais têm demonstrado desconforto com a postura do governo Trump.
Para Galante, a percepção de decisões imprevisíveis por parte da liderança americana tem prejudicado a credibilidade diplomática do país em diferentes cenários internacionais.
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