CNBC

CNBCOpenAI alerta investidores para declarações “absurdas” de Elon Musk; entenda

Colunas

Produção e vendas de veículos crescem em 2025, mas à metade do esperado, diz Anfavea

Publicado 15/01/2026 • 11:20 | Atualizado há 9 horas

KEY POINTS

  • As vendas avançaram 2,1% no ano, com forte aceleração em dezembro, quando os emplacamentos subiram 17,1% ante novembro.
  • As exportações surpreenderam positivamente em 2025, com alta de 32%, apesar de um dezembro fraco.
  • Veículos eletrificados lideraram o crescimento, com alta superior a 60%, enquanto caminhões e pesados ficaram para trás.

A produção e as vendas de veículos novos no Brasil encerraram 2025 em alta, embora em um ritmo inferior ao inicialmente projetado, segundo balanço divulgado nesta semana pela Anfavea. Os dados foram apresentados pelo presidente da entidade, Igor Calvet, durante coletiva à imprensa.

A produção nacional somou 2,644 milhões de veículos em 2025, crescimento de 3,5% na comparação anual, aproximadamente metade da expansão esperada no início do ano. O desempenho foi sustentado principalmente pelos veículos leves, enquanto a produção de caminhões e ônibus recuou 9%.

Com esse resultado, o Brasil manteve a 8ª posição no ranking mundial de produtores de veículos. Na comparação mensal, no entanto, a produção caiu 15,8% em dezembro ante novembro, refletindo ajustes no ritmo das fábricas.

Vendas (emplacamentos) avançam, com reação no fim do ano

As vendas de veículos novos, medidas pelos emplacamentos, totalizaram 2,69 milhões de unidades em 2025, alta de 2,1% na comparação anual - também abaixo das projeções iniciais do setor.

Apesar do desempenho moderado no acumulado do ano, o mercado mostrou forte reação no fim de 2025. Em dezembro, as vendas cresceram 17,1% frente a novembro, levando o Brasil a encerrar o ano na 6ª posição no ranking global de mercados automotivos.

Leia também: Vendas de veículos crescem 8% em 2025, impulsionadas por motos, segundo a Fenabrave

Veículos eletrificados puxam crescimento; pesados ficam para trás

O desempenho foi desigual entre os segmentos. Os veículos eletrificados registraram crescimento superior a 60%, impulsionados pela maior oferta de modelos híbridos e elétricos. Já os veículos enquadrados no programa Carro Sustentável avançaram 15,6%.

As vendas de automóveis cresceram 2,5%, enquanto o segmento de caminhões e veículos pesados recuou 20,5% no ano, refletindo um ambiente ainda desafiador para o transporte de cargas.

Segundo a Anfavea, as novas tecnologias de propulsão já respondem por 11,2% do mercado, com 73 mil unidades produzidas no Brasil em 2025.

Leia também: Como os veículos eletrificados aceleram o futuro do mercado automotivo no Brasil

Exportações sobem no ano, apesar de dezembro negativo

No comércio exterior, o setor enfrentou um dezembro particularmente fraco, com o pior desempenho mensal desde abril de 2020. As exportações caíram 47% ante novembro, impactadas principalmente pela retração nos embarques para a Argentina (-quase 60%) e o México (-52%).

Ainda assim, o resultado anual foi positivo. As exportações cresceram 32% em 2025, somando 529 mil unidades, com destaque para Argentina (+85%) e Colômbia (+19%).
“As exportações nos surpreenderam”, afirmou Calvet.

Leia também: Veículos elétricos: Brasil precisa ser também um desenvolvedor da tecnologia

Importações atingem maior volume em uma década

As importações de veículos somaram 498 mil unidades em 2025, o maior volume dos últimos 10 anos. Segundo o presidente da Anfavea, a tendência de alta vem se consolidando desde 2020.

Veículos oriundos do Mercosul e do México responderam por 50,2% das importações, enquanto modelos de origem chinesa representaram 37,6% do total.

Mesmo com o avanço das compras externas, a entidade avalia que a balança comercial do setor permaneceu positiva, ainda que com margem reduzida. “A balança é positiva, embora de maneira muito tímida”, disse Calvet.

Leia também: Fictor, que tentou comprar Master, atrasa pagamentos a cotistas

Avaliação geral

Para o presidente da Anfavea, 2025 trouxe sinais positivos, apesar do crescimento abaixo do esperado.
“Não foi um ano ruim. O crescimento foi mais tímido que o esperado, mas ainda assim positivo”, afirmou.

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Colunas

;